'Tudo bandido', diz Mourão sobre mortos em operação no Jacarezinho
'Entra um policial numa operação normal e leva um tiro na cabeça de cima de uma laje', acrescentou o vice-presidente
O instituto Igarapé afirmou em nota que é inaceitável o Estado continuar apostando na letalidade como principal estratégia de segurança, sobretudo em lugares mais pobres.Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
"Lamentavelmente, essas quadrilhas do narcotráfico são verdadeiras narcoguerrilhas, têm controle sob determinadas áreas", disse o general, acrescentando: "É um problema da cidade do Rio de Janeiro, que já levou várias vezes que as Forças Armadas fossem chamadas a intervir. É um problema sério da cidade do Rio de Janeiro que vamos ter que resolver um dia ou outro".
De acordo com a Polícia Civil, a Operação Exceptis foi realizada para prender criminosos que foram identificados em investigações que estariam recrutando crianças e adolescentes para o mundo do crime. Além do tráfico de drogas, os criminosos respondem pelos crimes de homicídio, formação de quadrilha e sequestro de trens.
Segundo a plataforma digital Fogo Cruzado, que registra dados de violência armada desde julho de 2016, é o maior número de mortes durante uma operação da polícia em uma comunidade desde o início dos levantamentos. Em 2021, o Fogo Cruzado já contabilizou 30 casos em que três ou mais pessoas foram mortas a tiros em uma mesma situação no Grande Rio.