Avanço da variante Ômicron no país provocou uma alta procura por testes de covid-19Reprodução internet
Embora os casos na capital paulista tenham tido leve queda nos últimos dias, o secretário Aparecido diz não ser possível falar em estabilidade. Segundo ele, a média móvel da última semana estava em 5.881 casos. No fim de semana, foram 3 mil, mas há subnotificação e atrasos. "Temos quantidade para mais 15 dias. Até lá, seguramente, os testes que compramos e os que serão comprados pelas OSs (Organizações Sociais de Saúde) vão garantir um reabastecimento na rede", afirmou.
As OSs são instituições filantrópicas do terceiro setor, responsáveis pelo gerenciamento de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) no País, em parceria com secretarias municipais e estaduais de Saúde.
"Fizemos a priorização da testagem para garantir que não faltará testes para os grupos prioritários, que são os sintomáticos, moradores de rua, idosos, puérperas e gestantes, pessoas que estão em situação pré-cirurgia e profissionais. Para esses grupos prioritários, a gente tem teste. Autorizamos as OSs a importar testes também", acrescentou Aparecido.
A alta do número de casos, opina, também influenciará na quantidade de testes. "Se confirmarmos a média móvel dos últimos 15 dias, que mostre um processo de estabilidade da Ômicron, precisaremos de uma quantidade menor".
Rede privada
Mais da metade dos laboratórios privados têm estoque de testes para covid e influenza (gripe) para menos de 7 dias, e 22,5% deles têm estoque para 15 a 21 dias, sendo que a maioria está no interior do Estado. Isso é o que mostra a pesquisa do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp), divulgada ontem.
Além disso, 88% dos laboratórios privados em São Paulo enfrentam problemas para reposição de testes. "Não há previsão de prazo para saber até quando poderemos manter o atendimento laboratorial nesses níveis tão elevados, pois os estoques variam muito entre os laboratórios e as regiões, sendo que o desabastecimento atinge mais rapidamente pequenos e médios laboratórios, já que as grandes redes possuem maior capacidade de compra e de estocagem", afirmou o médico Francisco Balestrin, presidente do Sindhosp.
A pesquisa constatou ainda que a demanda por testes para o coronavírus teve alta de 100% em 92% dos laboratórios pesquisados e de 501% a 1000% em algumas regiões do interior, como São José do Rio Preto. Os dados são de 111 laboratórios, colhidos entre 10 e 14 de janeiro.







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