Brasil para de utilizar ratos e coelhos em testes de artigos escolaresPixabay

Rio de Janeiro - A Humane Society International (HSI) em união com os laboratórios, empresas envolvidas com a produção e distribuição de artigos escolares e o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) alteraram os requisitos de avaliação de segurança que utilizavam rotineiramente animais, como ratos e coelhos, para efetuar testes de tintas, colas e outros artigos escolares.
Para priorizar a avaliação de segurança sem utilizar animais, foi necessário alterar a Norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) referente à segurança de artigos escolares. E com isso, permitir a avaliação de segurança desses produtos com base em informações já existentes sobre seus ingredientes.
Além disso, foi necessário assegurar que os animais sejam utilizados apenas como último recurso e quando houver justificativa técnica.
Com a mudança no regulamento, os fabricantes terão vantagens econômicas, além de reduzir (e em muitos casos eliminar) o uso de animais e trazer ainda mais segurança para o consumidor e as crianças.
Essas mudanças constam na ABNT NBR 15236:2021, publicada em nove de setembro de 2021, e na Portaria do Inmetro n. 423, publicada em 8 de outubro de 2021, que traz os requisitos para avaliação da conformidade de artigos escolares, etapa indispensável para a comercialização de artigos escolares no país.