Laudo aponta que baixa temperatura pode ter sido o principal fator que ocasionou a explosãoDivulgação / SESP
De acordo com os peritos da Polícia Científica do estado, a detonação ocorreu dentro do reator que mistura os componentes do pentolite, um explosivo altamente sensível, produzido pela fábrica da Enaex Brasil. Neste processo, é necessário um controle rigoroso de temperatura.
No entanto, o equipamento estava operando fora da faixa segura de temperatura. Na manhã do acidente, no dia 12 de agosto, os sensores registraram quedas bruscas: fazia 3 °C do lado de fora, metade da temperatura da noite anterior.
O sistema de segurança da Enaex Brasil aciona alarmes quando o calor ultrapassa 105 °C, mas não há travas automáticas para temperaturas abaixo de 50 °C, o que seria justamente o cenário que contribuiu para o acidente.
A empresa afirmou, em nota, que "conta com todos os sistemas de segurança necessários para lidar com variações climáticas".
A delegada responsável pelo inquérito, Gessica Andrade, da Polícia Civil, disse que muitos fatores podem ter contribuído para a ocorrência da explosão.
"Como toda fábrica, tem intercorrência, tem falha de equipamento, tem falha humana, mas nenhuma dessas falhas [...] seria grave a ponto de causar um acidente desse, quando considerada isoladamente", afirmou Gessica.
O Ministério Público acompanha o caso e as investigações continuam para uma conclusão definitiva sobre à tragédia. A Defensoria Pública representa duas famílias de vítimas e busca um acordo extrajudicial.



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