Haddad explicou que a operação realizada neste quinta-feira é desdobramento da Operação Carbono OcultoFabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
A Operação Spare também conta com a participação da Receita Federal, da Secretaria da Fazenda e da Procuradoria-Geral do Estado. São cumpridos 25 mandados de busca e apreensão.
O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse mais cedo que o órgão publicará normativa para identificar o beneficiário final (pessoa física) na cadeia de fundos, visto que ainda existem muitas brechas para o crime organizado.
Operação Carbono Oculto
Em 28 de agosto, o MP e a polícia realizaram a maior operação já deflagrada contra a infiltração do crime organizado na economia formal do Brasil.
A ação teve como alvo empresas, corretoras e fundos de investimentos situados na Avenida Faria Lima, principal centro financeiro do País.
De acordo com as autoridades, a principal instituição de pagamentos investigada, a BK Bank, registrou R$ 17,7 bilhões em movimentações financeiras suspeitas.
Em nota, na época, a BK Bank informou que foi surpreendida com a operação e que "conduz todas as suas atividades com total transparência, observando rigorosos padrões de compliance".
Perguntado sobre a possibilidade de esse tipo de ação ser feita em conjunto com as Forças Armadas, Haddad afirmou que acha essa seja uma atribuição do Poder Civil.
"Salvo o melhor juízo, eu penso que é o poder civil que tem que se organizar para combater o crime organizado", declarou.
O ministro declarou ainda que, para completar as medidas legais de cerco ao crime organizado, ainda é preciso aprovar, na Câmara, o projeto do devedor contumaz.
"Nós precisamos da votação na Câmara do Devedor Contumaz, que ainda não aconteceu. Porque o Brasil tem uma legislação frouxa em relação a práticas reiteradas de fraude", completou.
Ele citou que já colocou as fintechs no mesmo arcabouço jurídico dos demais bancos e que uma fake News sobre o Pix atrapalhou que essa medida fosse colocada em prática no início do ano.
O ministro já autorizou que a Receita Federal encaminhe para o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) o despacho para a criação da delegacia específica no âmbito do Fisco.
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