Cerca de 73% dos brasileiros consideraram que a democracia está em risco no PaísReprodução/ TSE
As informações constam de estudo que entrevistou 23.586 pessoas sobre questões internacionais e mundiais, assim como ameaças e segurança.
Com relação às principais ameaças que os entrevistados enxergam na atualidade, as respostas dos brasileiros seguiram a percepção global: 75% dos cidadãos do Brasil veem risco real de disseminação de desinformação; 70% enxergam o hackeamento como uma ameaça real. A média global para os dois temas foi de 77%.
Segundo o estudo, 80% dos entrevistados consideram que o mundo está mais perigoso. A percepção dos brasileiros ficou um pouco abaixo da média, mas ainda alta, de 72%. Nesse cenário, 83% dos que participaram da pesquisa consideram que é importante, para seus respectivos países, manterem uma força de defesa nacional sólida, mesmo em tempos de paz. No Brasil, 79% concordaram com tal avaliação.
Um total de 60% dos entrevistados ainda entende que os governos precisam gastar mais com a força militar de seus países, "diante dos perigos do mundo". De outro lado, 64% consideram que o poder econômico é mais importante que o militar em termos de contexto mundial. A avaliação dos brasileiros sobre o mesmo tema ficou em 59%.
Também foi avaliada a percepção sobre eventual risco de sistemas de defesa baseados em inteligência artificial se tornarem uma ameaça: 62% dos entrevistados consideraram tal possibilidade, mesmo porcentual observado entre brasileiros.
Outra seção da pesquisa revelou a opinião dos brasileiros sobre democracia e a posição do País no contexto global. Conforme a Ipsos, 59% dos entrevistados consideraram o País como um bom exemplo de democracia, um aumento de 5 pontos porcentuais em relação a 2024. Por outro lado, 73% dos brasileiros consideraram que a democracia está em risco no País - mesmo número observado, por exemplo, entre habitantes dos Estados Unidos que responderam à pesquisa.
Em termos globais, 75% dos brasileiros avaliaram que o País deve ser um líder moral e um exemplo para as demais nações. De acordo com o estudo, 81% dos entrevistados consideraram ainda que o Brasil tem que trabalhar com outros países visando metas globais, mesmo se não conseguir exatamente o que quer. Além disso, seguindo a média geral, 78% dos brasileiros apontaram que, dadas as dificuldades econômicas no País hoje, o Brasil precisa focar menos no mundo e mais assuntos internos.
O levantamento também revelou opiniões dos brasileiros em relação aos Estados Unidos. A pesquisa aponta que 29% dos entrevistados consideram o país presidido por Donald Trump como aquele com quem mais gostariam que o Brasil mantivesse relações próximas. Ao mesmo tempo, 37% dos brasileiros consideram os EUA como a maior ameaça de segurança para o País.
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