Ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu a visita de Michelle e da filha do casal, LauraReprodução/ CNN Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu a visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da filha do casal, Laura, na manhã desta quinta-feira (4). Ele está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília.

As duas chegaram ao local por volta de 9h30 e saíram do prédio às 10h40. Michelle não falou com a imprensa.

A ex-primeira-dama entrou no local com uma Bíblia nas mãos e deixou o local sem o livro. Foi a primeira vez que a filha mais nova do ex-presidente visitou o pai na superintendência. Michelle foi à unidade pela terceira vez, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Prisão
Bolsonaro foi preso preventivamente no dia 22 de novembro após decisão de Moraes, que apontou "risco de fuga" e violação da tornozeleira eletrônica. Dias depois, o ministro ordenou o trânsito em julgado da ação penal da trama golpista e definiu que o ex-presidente deveria começar a cumprir a pena no prédio da PF.
O ex-mandatário cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.
Bolsonaro é o quarto ex-presidente preso desde a redemocratização, mas o primeiro condenado por golpe. Segundo Moraes, ele liderou uma organização criminosa armada para a prática de crimes contra a democracia e o Estado de Direito.
Entre os militares condenados pelo STF estão o general Paulo Sérgio Nogueira, que comandou o Exército e foi ministro da Defesa; e Augusto Heleno, que chefiou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ambos atuaram na gestão de Bolsonaro e vão cumprir pena em uma unidade militar.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-chefe do Executivo implementou um plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas, com o objetivo de prejudicar a alternância legítima de poder nas eleições de 2022.
Além da elaboração do plano "Punhal Verde e Amarelo", com planejamento voltado ao sequestro e assassinato de Moraes, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente, Geraldo Alckmin.
Também constou na denúncia da PGR a produção da chamada "minuta do golpe", documento que seria de conhecimento de Bolsonaro e serviria para a decretação de medidas de estado de defesa e de sítio no país para tentar reverter o resultado das eleições e impedir a posse de Lula. A denúncia também citou o envolvimento dos acusados com os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.