EUA atacaram a capital Caracas e outras regiões da VenezuelaReprodução / AFP

Eduardo e Flávio Bolsonaro, filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de outros políticos de direita comemoraram os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro neste sábado (3).
Nas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República, afirmou que a "liberdade não é negociável".
"Defender a soberania de um país é muito diferente de defender a supremacia dos interesses de um regime autoritário. Em nome dessa suposta 'soberania' da Venezuela, vejam como o narcoterrorista Nicolás Maduro tratava quem ousava discordar... Não se trata de soberania. Trata-se de opressão, medo e assassinato de adversários políticos", escreveu o senador.
Segundo ele, as pessoas que relativizam os acontecimentos de opressão na Venezuela não estão defendendo povos, mas protegendo ditaduras.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro também exaltou os bombardeios e disse que com a captura de Maduro, "Lula, Petro e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis". Ele fez um vídeo no X, em resposta à publicação de Lula. 
"Lula tem medo com o que o Maduro pode falar, vinculá-lo ao narcotráfico, fraude eleitoral, e a vários outros atos, como por exemplo, o terrorismo internacional, já que a Venezuela era abrigo seguro para o Hezbollah", afirmou no vídeo.
O governador do Rio, Cláudio Castro, caracterizou Maduro como um ditador que viola direitos humanos e persegue seus opositores políticos.
"A liberdade deve ser o bem maior a orientar as ações dos governos na América Latina. Devemos fortalecer a luta contra o narcoterrorismo que assola o continente. Hoje, o povo da Venezuela se libertou da tirania", escreveu no Instagram.
Segundo o líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a data é um "dia decisivo" e marca o fim ditadura de Maduro que vêm oprimindo a população venezuelana.
"A Venezuela sofre sob um regime de terror da esquerda, apoiado por Lula e pelo PT, mas esse ciclo começa a ser quebrado. A América Latina está despertando", disse no X. 
O deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, afirmou que a prisão de Maduro "não é apenas um fato político. É um marco histórico".
"Ditaduras podem parecer fortes. Podem resistir por anos. Podem silenciar vozes, prender opositores e manipular instituições. Mas não são eternas. A história é implacável com tiranos. Mais cedo ou mais tarde, o poder sem legitimidade cobra seu preço. Hoje, o mundo assiste. Amanhã, outros regimes saberão: ninguém está acima da história, nem do juízo do tempo. A esperança venceu o medo", escreveu nas redes sociais.
Ataque 
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou que os bombardeios dos Estados Unidos ocorreram em várias regiões do país, incluindo a capital e que atingiram a população civil.
"Forças invasoras (...) profanaram nosso solo sagrado nas localidades de Fuerte Tiuna, Caracas, nos estados Miranda, Aragua e La Guaira, chegando a atingir, com seus mísseis e foguetes disparados de helicópteros de combate, áreas urbanas de população civil", disse o ministro.
Vídeos mostram fortes explosões que ocorreram na capital venezuelana, Caracas, por volta das 02h00 locais e que fizeram, inclusive, tremer as janelas em muitos bairros. Além disso, outros estrondos foram registrados em outras áreas do país.

As detonações continuaram na capital por cerca de uma hora, ao mesmo tempo em que se ouvia o que parecia ser o sobrevoo de aeronaves. Várias regiões do país estão sem eletricidade em decorrência dos ataques. Ainda não se tem um balanço das vítimas da ocorrência.
 
* Reportagem do estagiário João Santos, sob supervisão de Raphael Perucci