Moraes nega remoção imediata de Bolsonaro a hospital e avalia se exames podem ser na prisão Sergio Lima/AFP
No despacho, Moraes citou nota da Polícia Federal (PF) que diz que foram constatados ferimentos leves. A nota diz que o médico da instituição "não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação".
Com base na nota, o ministro destacou que "não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal". Moraes também determinou que seja juntado ao processo o laudo médico realizado pela PF.
A queda do ex-presidente foi mencionada pela ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro, mais cedo, em suas redes sociais. Em publicação no Instagram, ela escreveu que o ex-presidente "não está bem" e teria batido a cabeça em um móvel após ter uma "crise", enquanto dormia.
A manifestação ocorre após Bolsonaro ter caído e batido a cabeça na madrugada desta terça-feira, 06. O ex-presidente foi reconduzido ao hospital DF Star, onde havia passado por cirurgias durante o Natal e o Réveillon.
"O Partido Liberal vem a público repudiar de forma veemente a rejeição ao pedido de prisão domiciliar a Jair Messias Bolsonaro, solicitado após a sua alta hospitalar em 29/12/25. Manter Jair Messias Bolsonaro preso na Polícia Federal é incabível", diz o partido.
A legenda prossegue: "Estão mantendo encarcerado um homem com 70 anos de idade, recém-operado, com saúde debilitada em decorrência da facada que levou em 2018, em tentativa de assassinato político que, até hoje, encontra-se em investigação"
A sigla também enalteceu Bolsonaro como "a maior liderança conservadora deste País" e diz que a justificativa de ameaça à ordem pública é "inaceitável".
"O Partido Liberal está inconformado com o acidente ocorrido com Jair Bolsonaro na cela da PF e, sendo o maior partido de direita do Brasil, registra a indignação dos seus filiados e dá voz a milhões de cidadãos conservadores deste país que estão ao lado de Jair Messias Bolsonaro e sua família", diz a nota. "Confiamos em Deus, na Justiça e pedimos a reconsideração da Suprema Corte Brasileira", completa.
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