O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), revelou nesta terça-feira (6) que tem recebido ameaças de morte. Nas redes sociais, ele afirmou que está registrando todas as ocorrências junto às autoridades e à sua equipe jurídica.
"Recebo críticas todos os dias e respeito o debate democrático. Mas ameaças de morte ultrapassam qualquer limite. Tudo está sendo devidamente registrado e comunicado às autoridades competentes, com a seriedade que o caso exige", publicou.
"Minha equipe jurídica já acompanha a situação e todas as medidas legais cabíveis serão adotadas", acrescentou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Recebo críticas todos os dias e respeito o debate democrático. Mas ameaças de morte ultrapassam qualquer limite. Tudo está sendo devidamente registrado e comunicado às autoridades competentes, com a seriedade que o caso exige. Minha equipe jurídica já acompanha a situação e todas…
Flávio anunciou no início de dezembro que seu pai confirmou que ele será o candidato a presidente pelo PL. O presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, disse estar a par da articulação.
O nome de Flávio não é consenso dentro do campo da direita. Em entrevista ao Metrópoles, o pastor Silas Malafaia criticou a possibilidade do senador ser o candidato do grupo.
Malafaia defende uma chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como vice, por considerar a composição mais competitiva eleitoralmente.
No dia 25 de dezembro, o senador leu uma carta escrita a mão pelo pai, minutos antes do ex-presidente ser submetido a um procedimento cirúrgico. A leitura aconteceu na calçada do Hospital DF Star, em Brasília. No documento, o ex-chefe do Executiva confirmou a pré-candidatura do filho à presidência da República em 2026.
Apesar de constar a data de 25 de dezembro, o parlamentar afirmou que a carta foi entregue a ele no dia 23, antes de Bolsonaro ser internado, por um advogado. De acordo com o senador, o texto foi escrito pelo ex-mandatário na Superintendência da Polícia Federal (PF).
"Diante desse cenário de injustiça, e com o compromisso de não permitir que a vontade popular seja silenciada, tomo a decisão de indicar Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República em 2026", diz a carta assinada por Bolsonaro.
"Entrego o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho, para resgatar o nosso Brasil. Trata-se de uma decisão consciente, legítima e amparada no desejo de preservar a representação daqueles que confiaram em mim", afirma um outro trecho do documento.
"Para mim, a carta não muda nada. Como muitas pessoas tinham dúvidas porque não ouviram da boca dele e não viram uma carta assinada por ele, isso aqui tira qualquer sombra de dúvida. Para mim, não muda nada, mas para as pessoas que não estavam acreditando, pode ser que mude. Temos que buscar unidade para evitar que o PT destrua o nosso país", apontou Flávio.
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