Jair BolsonaroSergio Lima/AFP
Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), a sala comporta até quatro pessoas, mas será utilizada exclusivamente por Bolsonaro. A estrutura inclui quarto e banheiro, além de sala, cozinha e lavanderia. O ambiente é equipado com geladeira, chuveiro com água quente, armários, cama de casal e televisão.
O banho de sol ocorre na área externa da própria cela, com privacidade e sem controle de horário, o que permite a prática de exercícios físicos. Enquanto estiver no 19º BPM, o ex-presidente terá direito a cinco refeições diárias — café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia — com possibilidade de ajustes no cardápio em razão de dieta especial.
A unidade dispõe ainda de posto de saúde com dois médicos clínicos, três enfermeiros, dois dentistas, um assistente social, dois psicólogos, um fisioterapeuta, três técnicos de enfermagem, um psiquiatra e um farmacêutico. O complexo fica a pouco mais de 8 quilômetros da UPA de São Sebastião e a cerca de 16 quilômetros de hospitais particulares.
O Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM), onde está a Papudinha, é destinado a militares estaduais com vínculo com a corporação, presos militares que aguardam eventual condenação e civis com direito à Sala de Estado-Maior, conforme previsto em lei. O prédio tem capacidade para 60 internos e, até o início de novembro, abrigava 52 pessoas.
O batalhão conta com oito alojamentos coletivos, todos reformados em 2020, segundo a PMDF. As celas são ventiladas e passam por higienização diária. Os internos podem receber itens de higiene, limpeza, enxoval e roupas definidos pela administração penitenciária, além de ter acesso a televisores e ventiladores, conforme o regramento da unidade.
Os detentos têm direito a visitas duas vezes por semana, com calendário único para a Papudinha, e a visita íntima segue as regras da execução penal. A unidade também oferece área de esportes e pista de caminhada exclusiva para os internos. De acordo com a Polícia Militar, há atendimento médico periódico, possibilidade de remição de pena por leitura e trabalho, além de atuação diária da Capelania da PM e do Corpo de Bombeiros. A corporação afirma que o tratamento é humanizado e preserva a integridade física, moral e psicológica dos custodiados.





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