Haddad avalia deixar o cargo antes do prazo eleitoralMarcelo Camargo/Agência Brasil
Durante entrevista ao "UOL", Haddad destacou que já negou pedidos do presidente antes. "O Lula fez tudo que foi possível pra eu sair candidato a prefeito em 2020, e eu não saí", relatou "Quando ele ganhou o título de cidadão parisiense, ele me convidou para acompanhá-lo, e ele a viagem toda ficou pedindo para eu ser candidato, e eu não fui."
O ministro quer deixar o cargo no começo deste ano, antes do prazo de desincompatibilização para candidatos, em abril, mas não cravou uma data. Ele disse considerar importante que seu sucessor assuma a função na largada do ano, para assumir o comando de funções como execução orçamentária e financeira. O secretário-executivo de Haddad, Dario Durigan, é visto como favorito.
"O Lula é meio insubstituível, porque eu vejo os adversários dele, são muito acanhadinhos, não tem uma visão do que está acontecendo no mundo. É aquela velha agenda, vender estatal e congelar salário mínimo", declarou.
O ministro afirmou que Lula está preocupado com o multilateralismo, não deixando que o Brasil seja anexado, mesmo que ideologicamente, a nenhum bloco mundial.
"O Lula está muito preocupado com a questão do multilateralismo e está fazendo com que o Brasil não seja anexado, nem mentalmente, a nenhum bloco. Soberania então vai ser ponto fundamental da campanha", disse.
Respondendo a perguntas de espectadores, Haddad afirmou que discorda de taxar transações financeiras, como foi defendido pelo ex-ministro Paulo Guedes, em um contexto sobre uma possível taxação do Pix.
Haddad ainda disse que não era para a população dar ouvidos a deputado "bandidinho" que fala mal da Polícia Federal, por exemplo.
"A Receita Federal, a Polícia Federal, o Ministério Público são órgãos de Estado, eles não servem ao governo, servem ao país. Se você quer ouvir um deputado bandidinho falando besteira na internet para enfraquecer a Polícia Federal, vai cometer um erro contra você", completou.
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