País tem menor área queimada para janeiro dos dois últimos anos Agência Santarém/Divulgação
Segundo a coordenadora técnica do MapBiomas Fogo, Vera Arruda, os aumentos observados em alguns biomas servem de alerta, “por ocorrerem em um mês que, em geral, registra menos fogo, já que grande parte do Brasil está no período chuvoso”, diz.
Ao longo do primeiro mês do ano, o fogo alcançou mais de 337 mil hectares da Amazônia, 38 mil hectares do Pantanal, 26 mil hectares do Cerrado, 18 mil na Caatinga, 14 mil hectares de Mata Atlântica e apenas 59 hectares do Pampa.
Na comparação com janeiro de 2025, a Amazônia apresentou diminuição de 46% do território afetado pelo fogo, o Pampa registrou queda de 98% e o Cerrado de 8%, mas no Pantanal, a área queimada cresceu 323%, assim como na Mata Atlântica o aumento foi 177% e na Caatinga 203%.
Vegetação nativa
Entre as áreas onde o uso do solo já foi modificado por atividades humanas, as pastagens foram as mais queimadas em janeiro, representando 26,3% do total do que o fogo atingiu no país.
Amazônia
Somente o estado de Roraima teve uma área queimada três vezes maior que toda a área atingida pelo fogo no bioma Pantanal. Foram 156,9 mil hectares consumidos no estado.
De acordo com o pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Felipe Martenexen, o estado, único inteiramente localizado acima da Linha do Equador, possui um calendário climático distinto do restante do país.
“Atravessa a estiagem, chamado “verão roraimense”, entre dezembro e abril, o que aumenta a vulnerabilidade ao fogo, sobretudo em formações campestres – lavrados - e outras áreas abertas”, explica.
O pesquisador acrescenta ainda que predomínio do fogo nos estados amazônicos em janeiro está diretamente associado a essa sazonalidade invertida. Maranhão e Pará também aparecem no topo da lista com 109 mil hectares e 67,9 mil hectares de queimadas respectivamente.
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