Dom Mário Antônio da Silva é o novo arcebispo de Aparecida, no interior de São PauloDivulgação
O comunicado oficial foi emitido pela Sala de Imprensa do Vaticano e pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Quem é o novo arcebispo de Aparecida
Dom Mário Antônio, de 59 anos, é natural de Itararé, no interior de São Paulo. Ele foi ordenado sacerdote em 1991 na diocese de Jacarezinho (PR). Em 2007, foi nomeado bispo auxiliar de Manaus e, em 2015, se tornou bispo diocesano de Roraima. Desde 2022 estava à frente da arquidiocese de Cuiabá. Dom Mário foi vice-presidente da CNBB no quadriênio 2019-2023 e, desde 2025, é presidente da Cáritas Brasileira, organismo da CNBB.
A arquidiocese de Aparecida é formada por cinco municípios - Aparecida, Guaratinguetá, Lagoinha, Potim e Roseira - e composta por 18 paróquias e uma capelania militar. Em seu território também está o Santuário Nacional de Aparecida, Catedral arquidiocesana. Em mais de 60 anos de história, o santuário foi governado por dois bispos auxiliares e cinco arcebispos, sendo o último deles dom Orlando Brandes, que agora se torna bispo emérito.
A CNBB enviou agradecimento a dom Orlando pelos 10 anos em Aparecida e pelo serviço à Igreja no Brasil. Também enviou saudação a dom Mário Antônio pelo desafio que assume de estar à frente da arquidiocese de Aparecida e também zelar pelo Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a casa da padroeira do Brasil.
Papa Francisco
De acordo com as normas da Igreja Católica, ao completar 75 anos, arcebispos e bispos devem solicitar ao papa sua renúncia. Dom Orlando havia completado a idade no dia 13 de abril de 2021 e enviou no mesmo dia a solicitação ao Vaticano. O papa Francisco recebeu o pedido, mas pediu a dom Orlando que permanecesse mais cinco anos, prorrogando sua missão como arcebispo de Aparecida até que completasse 80 anos.
Catarinense de Urubici, dom Orlando vai completar as oito décadas de vida no dia 13 de abril. Ele foi nomeado arcebispo de Aparecida pelo papa Francisco em novembro de 2016, tomando posse em janeiro de 2017 no Santuário Nacional de Aparecida.
Durante seu episcopado à frente da arquidiocese de Aparecida, dom Orlando Brandes marcou sua gestão com iniciativas pastorais e sociais. Entre elas a condução das comemorações dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, em 2017, evento que reuniu milhares de fiéis no Santuário Nacional e consolidou ainda mais o papel de Aparecida como coração mariano do Brasil.
Outra marca de seu ministério em Aparecida foi o cuidado com o meio ambiente - a Casa Comum, segundo a Igreja Católica. A partir dos ensinamentos da Encíclica Laudato Si, Dom Orlando Brandes implementou diversas atividades ambientais, como a Usina Fotovoltaica São Francisco, que supre 65% do consumo de energia do complexo do santuário, e Usina de Reciclagem São Geraldo.
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