Hugo Motta disse esperar que o debate político sobre o Banco Master ocorra em nível elevadoFabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Na ocasião, Motta foi questionado sobre como o caso do Banco Master atinge o universo político e a eleição deste ano. "Nós temos que defender a apuração imparcial de todo e qualquer problema que exista no nosso País. Esse problema do Banco Master, nós temos analisado que o próprio Supremo Tribunal Federal tem acompanhado de perto e tomado decisões importantes, como a que tomou na semana passada", disse o presidente da Câmara.
Na sequência, o deputado também exaltou o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público no caso. "As instituições que estão acompanhando e investigando devem funcionar sem nenhum tipo de interferência e buscando, de maneira correta, a punição eventual de quem cometeu algum tipo de ilícito", afirmou.
Em seguida, Motta admitiu que o caso do Banco Master provavelmente será assunto da eleição e defendeu um debate de "alto nível" sobre o processo.
"Com relação à influência desse problema no período eleitoral, nós já assistimos aqui no Brasil, em passado recente, que sempre esse tipo de operação, esse tipo de problema, vem sempre a ser um assunto da eleição. As narrativas são feitas de acordo com a conveniência do lado político ao qual a operação venha a ter algum comprometimento", disse o presidente da Câmara.
Motta acrescentou: "Não vejo que o assunto será só esse. Nós temos outras operações também acontecendo em nosso país, em torno de outros assuntos que podem vir a se tornar problemas na eleição. Espero que o debate possa se dar não nesse âmbito policialesco, mas no âmbito dos problemas reais, como segurança pública, geração de emprego e renda."
"O presidente Trump, na minha avaliação, tem buscado muito mais defender as relações comerciais dos países onde ele tem interesse com os Estados Unidos. Com relação ao Brasil, o presidente Lula tem conseguido implementar um bom diálogo com o presidente Trump depois das tarifas que ele decidiu imputar ao Brasil", disse Motta.
O presidente da Câmara continuou: "E esse diálogo vem se dando de forma positiva, o Brasil demonstrou capacidade de diálogo, defendendo a sua soberania". Ele acrescentou: "O Brasil neste ponto está bem posicionado, e eu não acredito que o presidente Trump tenha interesse de interferir nas eleições brasileiras".
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