Vítima do estupro coletivo será ouvida pela Polícia Civil de São PauloX (antido Twitter)/Reprodução

A mãe de um garoto de 12 anos denunciou outros quatro alunos por ato infracional de estupro de vulnerável contra o seu filho no dia 3. O caso teria acontecido em 27 de fevereiro em uma escola da Zona Norte de São Paulo, conforme registrado pela Polícia Civil do Estado.
O que aconteceu?
O filho, de 12 anos, teria sido estuprado dentro do banheiro de uma escola por outros quatro alunos, do 7º ano (de 12 e 13 anos) e do 9º ano (de 14 e 15 anos), conforme a denúncia realizada pela mãe. Ela teria procurado a escola para esclarecimentos no dia 2 de março e no dia seguinte fez a denúncia à polícia.
O que dizem as autoridades?
A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) afirmou em nota que o caso foi registrado no 46º DP (Perus) e encaminhado para o 74º DP, área onde os fatos ocorreram.
Além disso, a vítima será ouvida no distrito policial juntamente com a responsável para mais esclarecimentos sobre o caso. Em razão da idade dos envolvidos e da natureza do crime, os "detalhes estão sendo preservados", disse a SSP.
Já a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) lamentou o ocorrido e disse que "repudia toda e qualquer forma de violência e abuso, dentro ou fora das escolas".
A pasta informou em nota que a Unidade Regional de Ensino Norte 1 abrirá uma apuração sobre a conduta da gestão em relação aos fatos. Também afirmou que, logo que recebeu a denúncia, a equipe gestora acionou o Conselho Tutelar e os responsáveis pelos estudantes e que um boletim de ocorrência também foi registrado
A secretaria apontou ainda que equipes do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP), incluindo um psicólogo, estiveram na unidade escolar para acompanhar a situação e orientar a equipe escolar, e que a Unidade Regional de Ensino e a escola estão à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.
Casos de Copacabana e Valença
Outros dois casos de estupro coletivo ganharam repercussão nas últimas semanas e mostram que o caso de Copacabana não foi uma exceção. Na quarta-feira, 4, o último foragido no caso do estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana, na Zona Sul, se entregou à polícia. Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, se apresentou à 54ª DP (Belford Roxo) no início da tarde. A reportagem tentou contato com a defesa, mas não obteve retorno até o momento.
Segundo o inquérito da 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele, na noite de 31 de janeiro. O rapaz pediu que ela levasse uma amiga, mas a adolescente foi sozinha.
No elevador o jovem avisou que mais amigos estariam no local, mas ela recusou qualquer relação com eles. Quando já estava no apartamento, a vítima foi levada para o quarto pelo rapaz e, quando mantinham relação sexual, os outros quatro entraram no local. Mesmo depois de pedir que não fosse tocada, os rapazes tiraram a roupa e todos a violentaram.
Ainda no Rio de Janeiro, três adultos, suspeitos de participação de um estupro coletivo contra duas meninas de 13 anos no município de Valença no domingo, 8, foram presos em flagrante por estupro e exploração sexual de vulnerável. Um adolescente também foi autuado por "infrações análogas aos crimes de estupro de vulnerável e tráfico de drogas", informou a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro na terça-feira, 10.