A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos DeputadosReprodução X
A iniciativa ganhou força com um abaixo-assinado na plataforma Change.org, intitulado "Pela Representatividade Feminina na Presidência da Comissão da Mulher".
O documento, que já ultrapassa 65 mil assinaturas, argumenta que o cargo deveria ser ocupado por uma deputada cujo histórico e bandeiras estejam alinhados à defesa das prerrogativas das mulheres com base na distinção biológica de sexo, conforme demandas tradicionais do movimento feminino.
Erika é a primeira mulher transsexual a ocupar a cadeira. Os proponentes destacam a existência de outros espaços institucionais dedicados às pautas LGBTQIA+ e defendem que a comissão mantenha foco exclusivo nas questões das mulheres como categoria biológica e social reconhecida cientificamente. Eles pedem a revisão da decisão para priorizar uma representação que consideram mais fiel às origens do colegiado.
A escolha da parlamentar enfrentou resistência de deputados conservadores, que protestaram durante o processo. Em resposta às críticas, Erika Hilton publicou no X (antigo Twitter) que a eleição representava "mais um passo na reparação" de sua trajetória pessoal e da história de muitas mulheres que sofreram exclusão e negação de dignidade.
Hoje dei mais um passo na reparação da minha própria história e também na reparação da história de tantas mulheres que tiveram suas dignidades negadas.
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) March 12, 2026
Porque não é apenas a questão trans que determina como uma mulher será tratada ou destratada
A raça, a classe, o CEP e tantas… pic.twitter.com/DK05PBqKXy

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