Lula visitou a fábrica de fármacos Brainfarma, em AnápolisRicardo Stuckert/PR

Anápolis (GO) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 26, que o Brasil está junto com os Estados Unidos no combate ao crime organizado, caso o presidente do país, Donald Trump, esteja "falando sério". Lula disse ainda que pediu ao republicano a extradição de criminosos que estão em território americano, mas que ainda não houve um retorno por parte da Casa Branca.
"Eu disse ao presidente Trump, se você estiver falando sério no combate ao crime organizado, o Brasil está nessa. Já mandamos informação para ele, que temos interesse de cada brasileiro que faz parte do crime organizado que mora em Miami. Eu falei para ele: 'Você quer combater o crime organizado? Começa a mandar os meus bandidos que estão lá para cá para poder puni-los'. Até agora não veio. Mas eu não desisto", afirmou Lula.
Ao citar a sanção nesta terça-feira, 24, do projeto de lei Antifacção, com vetos, o presidente afirmou que a intenção do governo é alcançar o "andar de cima da corrupção e do crime organizado". "É muito fácil prender pobre na periferia, mas eu quero ver prender donos de apartamentos com cobertura."
Como de costume nas agendas no ano eleitoral, Lula voltou a dizer que as eleições de 2026 irão separar os políticos verdadeiros dos mentirosos.
O presidente participou nesta quinta-feira, 26, de uma visita à fábrica de fármacos Brainfarma, em Anápolis, no interior de Goiás. Na agenda, o presidente defendeu o programa Farmácia Popular. "Muita gente acha que isso é gastar muito dinheiro, mas não há limite para gastar vidas." Lula disse ainda que é uma obrigação do governo garantir medicamentos para os mais necessitados.