No cenário mais acirrado, Lula aparece com 44,9% contra 40,2% do senador Flávio Bolsonaro (PL).Ricardo Stuckert / PR
Lula leva vantagem no Nordeste, com pessoas que têm até o ensino fundamental e com renda de até dois salários mínimos. Já Flávio pontua melhor no Sudeste, entre rendas de 2 a 5 salários mínimos, com jovens de 16 a 24 anos e com pessoas com ensino médio.
O petista também derrotaria o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o ex-deputado Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão). A testagem foi feita de forma estimulada, ou seja, quando os entrevistados recebem uma gama de opções para avaliar.
Veja os cinco cenários estimulados para um 2° turno:
Cenário 1: Lula x Flávio Bolsonaro
- Lula: 44,9%;
- Flávio Bolsonaro: 40,2%;
- Branco/nulo: 11,3%;
- Indeciso: 3,6%.
Cenário 2: Lula x Romeu Zema
- Lula: 45,2%;
- Romeu Zema: 31,6%;
- Branco/nulo: 15,9%;
- Indeciso: 7,3%.
Cenário 3: Lula x Ronaldo Caiado
- Lula: 44,4%;
- Ronaldo Caiado: 32,7%;
- Branco/nulo: 15,2%;
- Indeciso: 7,7%.
Cenário 4: Lula x Aldo Rebelo
- Lula: 45,4%;
- Aldo Rebelo: 29,1%;
- Branco/nulo: 17,5%;
- Indeciso: 8%.
Cenário 5: Lula x Renan Santos
- Lula: 45%;
- Renan Santos: 28,3%;
- Branco/nulo: 17,7%;
- Indeciso: 9%.
Os resultados fazem parte da 167ª rodada da pesquisa de opinião divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA, e registrada sob o número BR-02847/2026.
Foram feitas 2.002 entrevistas entre 8 a 12 de abril, de forma presencial e domiciliar, em 140 municípios de todas as 27 unidades federativas. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais.
Na avaliação do governo federal, 37,2% classificam a gestão como negativa (ruim ou péssima), ante 32,1% que a consideram positiva (ótimo ou bom). Outros 29,4% avaliam como regular.
O levantamento mostra que a rejeição é maior entre homens (51%) do que entre mulheres (48%). Por faixa etária, a desaprovação supera a aprovação entre eleitores de 16 a 59 anos, com pico entre 25 e 44 anos (55%). Já entre os que têm 60 anos ou mais, Lula mantém vantagem, com 55% de aprovação e 39% de desaprovação
Por renda, a aprovação é majoritária entre quem ganha até dois salários mínimos (52%), mas fica abaixo da desaprovação nas faixas superiores, chegando a 55% entre quem recebe mais de cinco salários mínimos. No recorte por escolaridade, Lula tem melhor desempenho entre eleitores com ensino fundamental (60% de aprovação), enquanto enfrenta rejeição mais elevada entre os de nível médio e superior.
Regionalmente, o Nordeste segue como principal base de apoio, com 60% de aprovação, enquanto Sul (61%) e Norte/Centro-Oeste (58%) concentram maiores taxas de desaprovação. No Sudeste, a rejeição atinge 52% e a aprovação, 41%.
A série histórica indica deterioração recente da avaliação. Após atingir patamar de aprovação superior a 50% até novembro de 2024, os índices atingiram o pior pico em fevereiro do ano passado em 55% de rejeição.
A pesquisa também captou expectativas para os próximos seis meses. Para 34,9%, a situação do emprego deve melhorar, enquanto 23,0% esperam piora e 38,3% acreditam em estabilidade. Em relação à renda, 31,2% projetam aumento, 12,7% queda e 51,1% estabilidade.
Na avaliação de áreas específicas, predomina a percepção de estabilidade. Na saúde, 42,4% acham que a situação ficará igual, ante 32,2% que esperam melhora e 22,3% piora. Na educação, 44,1% projetam estabilidade, 35,3% melhora e 17,7% piora. Já na segurança pública, 44,3% acreditam que o quadro permanecerá inalterado, enquanto 27,2% veem melhora e 24,7% piora.
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