Alckmin defende atualização de modelos laborais e apoio do governo ao temaPaulo Pinto / Agência Brasil
Alckmin recorre a ganho de produtividade com mais tecnologias para justificar fim da 6x1
Vice-presidente afirma que modernização industrial permite redução de jornada de trabalho no país
O presidente em exercício da República, Geraldo Alckmin (PSB), recorreu nesta segunda-feira (20) à maior produtividade a partir da adoção de tecnologias pelas empresas para justificar a redução da escala de trabalho — que hoje é majoritariamente composta por seis dias de trabalho por um de descanso. O projeto sobre o tema segue para apreciação do Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com Alckmin, a redução da jornada é uma tendência mundial porque a tecnologia permite que se faça mais com menos funcionários e exige, também, mão de obra mais qualificada.
O presidente em exercício fez essa observação após ter visitado a Unipar, empresa química localizada em Cubatão (SP), que passou por um processo de modernização concluído em dezembro de 2025.
''Há uma tendência no mundo todo de redução de jornada de trabalho porque a tecnologia permite você fazer mais com menos gente. Muda o perfil, você passa a ter recursos humanos mais qualificados, é uma tendência. Com mais tecnologia, passa a haver uma produção maior com menos pessoas. Isso vale para agricultura, onde você mecaniza muito, vale para a indústria, com automação, robôs, e até para serviços, como a medicina'', disse.
Para ele, é natural que ocorra uma redução da jornada de trabalho, mas o tema precisa ser debatido e discutido:
''O governo apoia e há necessidade de se analisar as especificidades porque não é todo mundo que tem a mesma lógica. Então cabe ao Congresso analisar e aprofundar esse debate. Mas nós somos favoráveis. Essa é uma tendência mundial'', enfatizou.