Oi chegou a ter falência decretada em 2025, mas a decisão foi revertidaWilton Junior/Estadão conteúdo

Depois de vender suas principais linhas de negócios para pagar dívidas no processo de recuperação judicial, a Oi se prepara agora para a alienação do próximo ativo da fila, a Oi Soluções - braço que fornece tecnologia da informação e conectividade (TIC) para empresas.
O processo deve atrair as grandes operadoras de telecomunicações que também têm braços de TI, como Vivo, Claro e TIM, além de provedores regionais com atuação no setor.
Algumas dessas empresas já declararam publicamente que iriam avaliar uma potencial aquisição quando a Oi Soluções fosse levada a mercado. Nos bastidores, as consultas informais já começaram.
Um laudo encomendado à consultoria G5 Partners avaliou a Oi Soluções em uma faixa entre R$ 1,27 bilhão e R$ 1,59 bilhão, com mediana de R$ 1,41 bilhão. Isso corresponde a um múltiplo de 1,4 vez considerando o valor total da empresa perante sua receita líquida. A subsidiária tem receita estimada de R$ 987 milhões para 2026, de acordo com o laudo.
A venda da Oi Soluções já era prevista no plano de recuperação do grupo. Para isso, o ativo foi segregado em uma Unidade Produtiva Isolada (UPI), estrutura utilizada para a liquidação de ativos de empresas em recuperação judicial.
Imóveis
Segundo pessoas próximas, a Oi encaminhará agora o pedido da venda da UPI para apreciação da 7.ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde corre o processo de recuperação. A estimativa é de que o sinal verde saia em cerca de três semanas. Deferido, o edital de venda será divulgado ao mercado.
Restará pela frente a venda de milhares de imóveis espalhados por 3,4 mil cidades no País. A maioria deles serviu como abrigo para estações de telefonia que caíram em desuso. Segundo avaliação preliminar, eles valem R$ 5,8 bilhões.
A Oi passou por um desmonte com a venda de ativos importantes para pagar uma parte das dívidas da recuperação judicial. A tacada mais recente foi a venda da sua participação na V.tal, por R$ 4,5 bilhões. Antes disso, o grupo concluiu em 2025 a venda de sua operação de banda larga e de TV por assinatura.