Tarcísio e Flávio participaram do evento em Ribeirão Preto (SP) nesta segunda-feira (27)Redes Sociais / Reprodução
"Flávio, a sua camisa diz muito: orgulho do nosso agro. Você captura como ninguém o sentimento presente no dia de hoje. O agro vem sendo, sim, maltratado, e a gente precisa ter orgulho. Não ter orgulho do agro é ter raiva do sucesso do agro", disse o governador de São Paulo.
Tarcísio e Flávio participaram do evento em Ribeirão Preto (SP) nesta segunda-feira (27). O vice-governador Felício Ramuth (MDB) e o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado que pleiteia disputar o Senado pelo Estado na chapa do bolsonarismo, possibilidade mencionada inclusive pelo líder da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion , também compareceram.
Durante o evento, Tarcísio afirmou que percorreria a feira ao lado de quem "herdou os valores" de Jair Bolsonaro e reiterou sua gratidão ao ex-presidente, a quem atribuiu ter "aberto portas". Segundo ele, há "um exército", referindo-se aos presentes na plateia, que "vai fazer a diferença".
O governador também relembrou a edição de 2022 da feira: "Lembro que, em 2022, entrei montado a cavalo na Agrishow com Jair Bolsonaro", disse.
Em seu discurso, Tarcísio fez críticas à esquerda e destacou pautas ligadas ao campo e à propriedade privada: "Aqui em São Paulo não tem carnaval vermelho. Aqui a gente preza pelo direito de propriedade", afirmou. Ele também criticou questionamentos judiciais à regularização fundiária. "Partidos de esquerda questionam a regularização fundiária daqui no STF sem estudar o tema", disse.
O governador destacou ainda resultados da política estadual na área: "Nossa lei de regularização fundiária permitiu regularizar 70% das propriedades", afirmou, acrescentando que o governo está "acabando com a farra da invasão de terra em São Paulo".
Por fim, Tarcísio ressaltou a expectativa em relação às inovações apresentadas na feira: "Vamos ver muita inovação aqui na Agrishow, especialmente em veículos híbridos que abraçam o etanol. Também não podemos deixar de observar o que vem por aí em termos de biocombustíveis", disse.
Ele também criticou diretamente o governo do presidente Luiz Inácio de Lula (PT), mencionando que haverá aumento de carga tributária em abril e que crédito está "cada vez mais caro".
"Eu não teria alguém melhor aqui em São Paulo para caminhar ao lado, o Tarcísio. Uma pessoa que tem, sim, plena capacidade de ser presidente deste Brasil. E, se Deus quiser, ainda vai ser um dia, Tarcísio, porque o Brasil merece uma pessoa como você comandando também este país", declarou Flávio.
Flávio reafirmou que não esperava ser candidato à Presidência e que esse papel deveria ser de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "Você não precisa gostar de Flávio Bolsonaro para querer mudar o País de verdade. Basta gostar de você", disse à plateia.
Flávio fez uma série de acenos aos produtores rurais presentes no evento e criticou as políticas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao setor. "Vocês sabem que o agro está no coração, está aqui na pele da nossa família. A admiração e o respeito que sempre tivemos por esse setor que é tão importante e que, infelizmente, meu amigo Tarcísio, é tratado como lixo pelo atual governo", falou.
O pré-candidato ao Planalto falou que Bolsonaro fez a "maior reforma agrária do Brasil" e que o País "está numa área movediça e o governo está preocupado em pisar e asfixiar o agro". "O agro não pode ser tratado dessa forma, como vilão. O agro não é vilão, o agro é solução para o nosso Brasil. É uma insanidade pisar tanto em um setor como esse", continuou.
O senador afirmou ainda que as pessoas "não vão mais ouvir falar de Lula a partir de 2027, porque ele vai ficar irrelevante" e criticou o volume dos recursos repassados pelo governo ao Moviagrícola. "Onde é que você viu um financiamento agora de R$ 10 bilhões para comprar maquinário só? Ele não entende que é um setor que está altamente endividado. Produtores rurais que sofreram com seca, sofreram com enchente, não têm capacidade de se endividar mais, precisam de linha de crédito para o fluxo de caixa", disse.
O governador paulista ainda disse que, se eleito, Flávio fará uma desoneração, com eliminação da burocracia para a economia: "O Flávio representa esse projeto, um projeto que vai desonerar o setor produtivo, que vai eliminar a burocracia, que vai proporcionar crescimento, que vai proporcionar uma virada de chave", afirmou.
Tarcísio abraçou Flávio, que retribuiu. Os dois passearam pela feira, tiraram fotos com apoiadores e comeram espetinho de carne Flávio comprou um queijo artesanal.
O gesto vem em um momento em que aliados do "zero um" criticam um suposto apoio "tímido" de Tarcísio, além de uma resistência do agro em encampar o senador.