Vacinação é melhor forma de prevenção contra o sarampoMufid Majnun/Unsplash
O caso foi identificado no final de março, na cidade de São Paulo, e depois confirmado por exames laboratoriais. O estado de saúde do paciente não foi informado.
Este é o segundo caso importado de sarampo, ou seja, sem transmissão local do vírus, identificado no estado de São Paulo em 2026. O primeiro caso do ano foi o de um bebê de seis meses que não foi vacinado e esteve na Bolívia em janeiro. Em todo o ano passado, foram registrados dois casos importados da doença em São Paulo.
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), os países da América continuam enfrentando a doença. No ano passado, por exemplo, 14.767 registros de sarampo foram confirmados em 13 países das Américas. Só neste ano, foram confirmados 15,3 mil casos, sendo que México, Guatemala, Estados Unidos e Canadá respondem pela maioria deles.
O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir a doença para 90% das pessoas próximas e que não estejam imunes. Assim, a vacinação contra o sarampo é extremamente importante já que é a principal forma de prevenção contra a doença. Segundo o Calendário Nacional de Vacinação, a primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses de idade (tríplice viral – sarampo, caxumba e rubéola) e a segunda aos 15 meses (tetra viral – sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
Os principais sintomas da doença são manchas vermelhas no corpo e febre alta, acima de 38,5ºC, acompanhada de tosse, conjuntivite, nariz escorrendo ou mal-estar intenso. Os casos podem evoluir para complicações graves podendo causar diarreia intensa, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro). Algumas dessas complicações podem ser fatais.
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