O acordo Mercosul-UE representa o multilateralismo frente ao unilateralismo trumpistaUnião Europeia/Mercosul
"Depois que o presidente Trump tomou as medidas que ele tomou, praticando as taxações de forma unilateral contra o mundo inteiro, a resposta que a União Europeia e o Brasil deram ao mundo é que não existe nada melhor que a gente acreditar no exercício da democracia, no multilateralismo e na relação cordial entre as nações", afirmou o presidente da República.
O presidente também destacou a importância do texto ter sido proposto pelos sul-americanos porque os países colonizados, segundo ele, enfrentam mais dificuldades no tabuleiro geopolítico.
O presidente também fez um balanço do governo e afirmou que, desde o início do mandato, o Brasil conseguiu abrir 530 novos mercados. "Ao invés da gente ficar chorando pelo leite derramado e que tal produto está vindo com impostos aumentados, temos que procurar novos parceiros. Está cheio de gente querendo vender, está cheio de gente querendo comprar e o Brasil, hoje, não é uma republiqueta", declarou.
Lula também fez um relato da viagem que fez à Alemanha na semana passada. Segundo o presidente, foi possível comprovar a eficácia do biocombustível brasileiro na Feira de Hanôver. "O Brasil, nesta questão da transição energética e nessa revolução digital que o mundo está vivendo, não precisa ficar devendo nada a ninguém", afirmou.
Além de assinar a promulgação do acordo, Lula enviou ao Congresso Nacional duas mensagens para a aprovação de acordos com a Singapura e com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). Em um breve discurso, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse esperar que os dois textos tenham uma votação célere, como foi no caso do UE-Mercosul.
Ainda de acordo com Mauro Vieira, o acordo entre os dois blocos emitiu um sinal de que eles "acreditam na integração econômica" e que o Mercosul é "funcional e maduro" para o comércio exterior
"A parceria com a União Europeia sinaliza para o restante do mundo que o Mercosul é um bloco funcional, maduro e pronto para gerar acordos de novas gerações para outros acordos globais", disse o ministro das Relações Exteriores.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.