Lula participou de uma cerimônia de anúncio de crédito para compra de caminhões e ônibus nesta quinta (30)Marcelo Camargo / Agência Brasil
Lula participou de uma cerimônia de anúncio de crédito para compra de caminhões e ônibus, o programa Move Brasil 2. A imprensa não teve acesso ao local da cerimônia, mas o ato foi todo transmitido ao vivo pelo governo.
O presidente não mencionou, em nenhum momento, a derrota sofrida no Senado. O mais perto que chegou foi falar que o Brasil "precisa parar de reclamar e fazer o que achamos que pode ser feito" e que "tem muita gente reclamando e poucas fazendo". Lula falou por cerca de 12 minutos e 30 segundos.
"Me chamou a atenção porque nós tínhamos disponibilizado R$ 1 bilhão e só tinham sido liberados R$ 200 milhões até o dia que conversei com eles (equipe econômica). Isso significa que você disponibilizou o recurso, mas tinha alguma coisa que estava atrapalhando as pessoas a terem acesso ao dinheiro", declarou o presidente.
Lula fez um balanço das mudanças do Mover 1, com aumento do prazo de carência, anos para pagamento e a diminuição da taxa de juros.
"Resolvemos melhorar as condições: aumentar o prazo de carência, aumentar a quantidade de anos para vocês poderem pagar e diminuir um pouco a taxa de juros que ainda é alta", disse.
Em tom de brincadeira, Lula também disse que o novo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, é um "mágico" que faz "aparecer dinheiro" e que consegue encontrar possibilidades para investimentos do governo, enquanto o ministro da Fazenda, Dario Durigan, alerta sobre as possibilidades de ultrapassar as linhas do arcabouço fiscal.
"Esse moço é mágico para aparecer dinheiro. Quando a Miriam está chorando que não tem dinheiro. Quando o companheiro Dario está dizendo 'olha o arcabouço fiscal, não posso, não tem mais dinheiro'. Chama o Bruno Moretti. Ele vai futucar no arquivo morto das possibilidades e vai conseguir encontrar alguma coisa para a gente fazer."
Nesta quinta-feira (30), o governo anunciou o programa Move Brasil 2, que disponibiliza novos créditos para aquisição de ônibus e caminhões. Para isso, serão utilizados R$ 14,5 bilhões em recursos do Tesouro Nacional e mais R$ 6,7 bilhões de aporte adicional do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Ao todo, serão R$ 21,2 bilhões destinados ao programa, sendo R$ 2 bilhões exclusivamente para caminhoneiros autônomos, "que terão condições diferenciadas de prazo e carência", e R$ 2 bilhões para linhas de ônibus.
O evento acontece no Palácio do Planalto. A imprensa não tem acesso ao local, mas está sendo transmitido ao vivo pelo governo Estão presentes os ministros da Fazenda, Dario Durigan, da Casa Civil, Miriam Belchior, do Planejamento, Bruno Moretti, do Mdic, Márcio Elias Rosa, e da Secretaria Geral, Guilherme Boulos.