Lula participou da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, no Espírito SantoCanal Gov.Br/Reprodução
Aos artistas, Lula disse que eles sabem quantas ameaças receberam "porque iam buscar um dinheirinho na Lei Rouanet". "E todo mundo era muito criticado, todo mundo era achincalhado. Aliás, a cultura como um todo era achincalhada", afirmou.
Ainda em referência a Flávio, Lula disse que ninguém imaginava que "aquele menino que parecia ser o mais santo da família Bolsonaro estaria pegando milhões para fazer um filme do pai". "Ninguém imaginava. E isso é apenas o que a gente sabe agora", afirmou durante o evento.
O presidente ainda voltou a criticar a inteligência artificial (IA) na campanha eleitoral e disse que não se pode votar "em mentira" ou em "coisa abstrata". "A inteligência artificial não poderia servir para política", reforçou.
"Tem gente que acha que eu sou contra a internet. Eu não sou bobo de ser contra a internet. A internet é uma coisa que veio para revolucionar. O que eu sou contra é que o ser humano está perdendo o controle dos algoritmos e está virando algoritmo", afirmou.
Lula ainda comentou que não se incomoda de ser cobrado, mas que o que "incomoda de verdade é a gente não ter competência de fazer tudo que a sociedade brasileira precisa e tudo que a cultura merece neste País".
"Depois que o Trump disse que a Groenlândia é dele, disse que o Canadá é dele, disse que o canal do Panamá é dele, quem diz que ele não vai dizer que a Amazônia é dele?", comentou. "Nós vamos ter que assumir a responsabilidade de cuidar desse país. Porque se a gente não cuidar, daqui a pouco vem o maluco que quer tomar esse país. Não foi assim a guerra do Paraguai?", reforçou. E acrescentou: "O Brasil precisa se guarnecer. E a gente vai se guarnecer."
Lula também disse que, em conversa com Trump em Washington, afirmou que não quer guerra com o presidente norte-americano, mas apenas uma "guerra de narrativas".
"O presidente Trump acha que pode governar o mundo pelo Twitter", declarou o presidente da República. "Quero provar que você está errado e que o Brasil está certo. Quero provar com números", concluiu.
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