Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu em Limeira, no interior de São PauloReprodução
No dia da morte, ele foi levado para a delegacia, prestou depoimento e foi liberado. A polícia entendeu que ele não tinha responsabilidade pela queda. Seis integrantes do grupo estão presos. "O meu contato com a Maria Eduarda foi colocar a cadeirinha nela, o peitoral, os mosquetões. Ela estava nervosa. Como sempre conversei com as pessoas, perguntei: ‘E aí, como você se chama? Está nervosa? É a primeira vez?’ Ela falou que era a primeira vez dela, que ela estava muito nervosa. Lembro que enquanto eu colocava o equipamento nela, falei: ‘Pode ficar tranquila, vai dar tudo certo, você vai gostar, querer vir mais vezes’", afirmou Losi.
Segundo ele, sua função era recepcionar e fazer a equipagem inicial, como colocar cadeirinha e peitoral. Ele negou que fosse responsável por colocar as cordas. "Sinto muito pelo que aconteceu. Por mais que eu não tenha tido participação direta no que houve, por mais que não fosse minha função a checagem de segurança, foi algo que mexeu comigo. São imagens que vou levar para o resto da minha vida. O que eu podia fazer, que estava no meu alcance, no meu conhecimento, eu fiz. Não fugi. Fiquei muito abalado", disse.
Câmera
"Eu fiquei apenas na parte de baixo da ponte e eu apenas soltava a corda para a pessoa subir a pé. No momento do ocorrido eu estava soltando outro cliente quando ouvi o barulho e corri até a Maria Eduarda. Eu coloquei a mão no pescoço e vi que tinha batimento cardíaco e respiração, então eu chamei ajuda no rádio", disse no texto escrito da prisão.
"Eu presto meus sentimentos à família da Maria Eduarda. Eu sou apenas um trabalhador comum, apenas um pai pedindo a ajuda de vocês. Por favor ajudem a achar essa câmera", escreveu.
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