Igor Zampieri é um dos adolescentes investigados pela morte do cão comunitário OrelhaRedes sociais / Reprodução

Igor Zampieri, de 18 anos, publicou nesta sexta-feira (26) um vídeo em seu perfil no Instagram falando pela primeira vez sobre o cão Orelha, após o arquivamento do caso. O jovem afirmou ser inocente e disse ter sido alvo de julgamentos públicos durante os cinco meses em que a investigação tramitou sob sigilo.
Na publicação, Igor começou desabafando sobre os ataques que recebeu antes mesmo de poder se defender:
''Nos últimos cinco meses, milhares de pessoas me chamaram de assassino. Meu nome é Igor Zampieri. Eu acabei de fazer 18 anos. Pessoas que não me conhecem, pessoas que não sabem quem eu sou, que nunca escutaram a minha versão.'', afirmou.

O jovem explicou o motivo de ter evitado declarações públicas até agora: "Vim aqui contar para vocês. Pessoas me julgavam sem realmente saber o que aconteceu. Até aqui eu e minha família ficamos em silêncio. Muitas pessoas viram esse silêncio como forma de culpa. Porém, só estava respeitando o processo. Foi pedido pelas autoridades que ficasse em sigilo. Eu fiquei quieto até que tudo fosse concluído. Enquanto eu fiquei em silêncio, minha foto circulava pela internet. Meu nome era compartilhado em grupos de WhatsApp'', disse.

Ele também falou sobre a permanência dos ataques mesmo após o fim das investigações: ''As pessoas me julgavam por algo que eu não fiz, algo que eu jamais faria. Mesmo depois de a Justiça arquivar o processo e ficar provado que eu não fiz nada, muitas pessoas seguem me chamando de assassino.”

O vídeo terminou com o jovem afirmando que ''não se importa com CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito)'' e que irá provar mais uma vez ''sua inocência''.
 
* Reportagem do estagiário Rodrigo Maciel, sob supervisão de Raphael Perucci