MP apura fraudes em licitações para compra de sistemas de ar-condicionadoDivulgação/MPSP
Após a operação, a Prefeitura de São Paulo informou que, "em março deste ano, não só exonerou preventivamente seis servidores como a própria administração municipal levou a denúncia ao Ministério Público, diante da informação de irregularidades envolvendo todos eles" (leia a íntegra abaixo). A Prefeitura e as pastas onde os servidores trabalhavam não são alvos de buscas
Um dos ex-servidores alvo de busca e apreensão nesta manhã é Vinícius Felipe Moreno, que era lotado na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (SIURB). O outro investigado é Bruno Conrado do Espírito Santo, ex-coordenador de licitações da Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB). A reportagem busca contato com a defesa dos citados.
Os investigadores consideram no mínimo inusitado o fato de um servidor comissionado que recebia salário de R$ 2 mil ser o responsável pelo processo de licitação de R$ 1 bilhão.
Durante o cumprimento de um dos mandados, promotores do Gaeco encontraram e apreenderam R$ 100 mil em espécie com um dos investigados.
A reportagem apurou que a investigação, ainda em fase inicial, identificou referências a diversas licitações supostamente influenciadas pelos investigados, entre elas um processo para contratação de serviços de ar-condicionado. De acordo com a Promotoria, há indícios de que eles teriam atuado para fraudar o certame, que acabou sendo suspenso em 5 de março
De acordo com os elementos reunidos até o momento pelo Gaeco, os valores obtidos com o esquema seriam "incompatíveis com os rendimentos formalmente declarados pelos investigados, havendo indícios de aquisição de imóveis, veículos e outros bens por meio de interpostas pessoas, o que, em tese, pode configurar também ocultação de patrimônio de origem ilícita".
Nota da Prefeitura de São Paulo
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