Em laboratório, uma equipe de pesquisadores conseguiu inserir a bactéria nos ovos do Aedes aegyptiMarcelo Camargo / Agência Brasil
Anvisa autoriza produção de Aedes aegypti com bactéria
Método visa impedir que os vírus da dengue, zika e chikungunya se disseminem e contaminem a população
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a empresa Flyttr (antiga Oxitec) a produzir mosquitos Aedes aegypti para carregar a bactéria Wolbachia. O método visa impedir que os vírus da dengue, zika e chikungunya se disseminem e contaminem a população.
Até essa liberação, o único fornecedor autorizado era uma biofábrica instalada em Curitiba (PR), a Wolbito do Brasil. A Wolbachia é uma bactéria presente em aproximadamente 60% dos insetos no mundo. Em laboratório, uma equipe de pesquisadores conseguiu inserir essa bactéria nos ovos do Aedes aegypti.
Estudos apontam que, quando a bactéria está presente no mosquito, há redução de até 89% na transmissão dos vírus, pois eles não conseguem se desenvolver. O método foi desenvolvido em 2008, na Universidade de Monash, na Austrália, e chegou ao Brasil em 2012 para ser estudado.
A primeira cidade brasileira a receber a tecnologia foi Niterói. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, houve redução de 69,4% nos casos de dengue, 56,3% nos de chikungunya e 37% nas ocorrências de zika.
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