Rui Costa Pimenta é suspeito de desviar recursos públicos destinados à atividade político-partidáriaReprodução / PCO
A reportagem pediu manifestação do PCO e da assessoria de Costa Pimenta, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço está aberto para manifestação.
A Operação Causa Própria cumpre mandados de busca e apreensão e outras medidas determinadas pela Justiça Eleitoral. Entre elas estão o bloqueio de contas e aplicações financeiras, o sequestro de bens e o afastamento cautelar de investigados de cargos de direção e administração em entidades ligadas ao caso.
A Polícia Federal informou que a investigação teve início a partir da análise de prestações de contas eleitorais e partidárias submetidas à Justiça Eleitoral, de relatórios de inteligência financeira e de diligências realizadas pela corporação.
Segundo a polícia, recursos públicos destinados à atividade político-partidária foram repassados a "empresas e pessoas físicas sem capacidade operacional compatível" com os valores recebidos ou com vínculos diretos ou indiretos com integrantes da estrutura partidária investigada.
O Estadão apurou que as análises realizadas pela Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificaram sucessivas inconsistências nas prestações de contas partidárias e eleitorais do PCO.
Quem é Rui Costa Pimenta
Costa Pimenta e o PCO também foram alvo de apurações no inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal (STF). Em junho de 2022, o dirigente prestou depoimento à Polícia Federal no âmbito da investigação sobre publicações do partido nas redes sociais com ataques a instituições democráticas, entre elas o STF.
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