Segundo Caiado, as fintechs e bets estão sendo usadas para lavagem de dinheiro do narcotráficoRodrigo Silviano

O candidato do PSD à presidência da República, Ronaldo Caiado, criticou nesta terça-feira, 18, o impacto que as bets têm causado sobre os setores econômicos. De acordo com ele, dinheiro destinado às apostas estão deixando de circular no mercado.
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"Esse é um lado que hoje está empobrecendo também o mercado de cada um, porque as pessoas não estão comprando. As pessoas não têm dinheiro nem para cesta básica, tamanha essa dependência do jogo", declarou durante o evento "Encontro com Presidenciáveis - Diálogo pelo Futuro do Brasil", promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), em Brasília.

Segundo Caiado, as fintechs e bets estão sendo usadas para lavagem de dinheiro do narcotráfico. Para reverter o problema, ele afirmou que pretende usar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal.

"Com o Coaf e a Receita Federal na mão, eu saberei, além de inibir toda a parte publicitária no Pais, eu saberei dar um tratamento pesado ao que está destruindo a nossa geração de jovens e também nossas famílias", disse o ex-governador de Goiás

Também participaram do evento os candidatos Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (MIssão). O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, enviou o seu vice, Alfredo Gaspar (PL), e o coordenador de sua campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), sob a alegação de "agendas em Minas Gerais e o tempo de deslocamento para a capital federal". Convidados, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Romeu Zema (Novo) não compareceram.
Vacinação
Caiado defendeu a retomada do Brasil enquanto referência na cobertura vacinal. O ex-governador de Goiás, que é médico, apresentou propostas para área da saúde na sede do PSD, em São Paulo.

"O Brasil já foi referência à imunização. O Brasil já foi um país que era usado como aquele que conseguiu debelar todas as doenças virais numa capacidade de atingir quase 90% da população com cobertura vacinal. Hoje nós estamos vivendo sérios problemas em relação a isso", afirmou o candidato em encontro que foi transmitido ao vivo no YouTube.

Se eleito, Caiado promete uma campanha ao lado do Ministério da Saúde para que a população "volte a respeitar a carteira vacinal do aluno".

Na visão do ex-governador, a ausência do governante em debates sobre vacina abre brecha para o fortalecimento das "teses mais malucas do mundo".

O plano de governo apresentado pela campanha traz o tema como uma das 15 ações da área da saúde. O documento defende recuperar "a cultura vacinal" e preservar o Programa Nacional de Imunizações (PNI), com meta de atingir e sustentar ao menos 95% de cobertura nas vacinas prioritárias até 2030.

Entre as medidas listadas está a busca ativa de pessoas com vacinação atrasada, a aplicação de vacinas em escolas e a integração do registro de vacinação ao prontuário eletrônico, para identificar em tempo real regiões com baixa cobertura.

O texto também prevê fortalecer a produção nacional de vacinas e imunobiológicos, com o Instituto Butantan e a Fiocruz como "âncoras" de uma estratégia de menor dependência externa.

A proposta de vacinação está enquadrada, no plano, dentro da reorientação mais ampla do Sistema Único de Saúde (SUS) para a prevenção: o documento propõe substituir a lógica de tratar doenças já instaladas por um modelo de identificação precoce de riscos, com atenção primária fortalecida e acompanhamento contínuo de pacientes crônicos.

Caiado defende transformar o SUS em um sistema digital e interoperável, com prontuário eletrônico único integrando atenção primária, hospitais, laboratórios e farmácias. A proposta prevê um aplicativo nacional para o cidadão acompanhar vacinas, exames, consultas e posição em filas, além de centrais de comando para gerir leitos e vagas ociosas em tempo real. O documento também prevê modernizar hospitais estratégicos com gestão digital e uso de inteligência artificial como apoio à decisão clínica, "com validação, transparência, supervisão profissional e auditoria".
Agricultura familiar
O candidato do PSD à presidência da República defendeu que uma das funções do Estado é incentivar o desenvolvimento dos setores produtivos, a partir de benefícios específicos para cada segmento, como a agricultura familiar.

"Reconhecemos a necessidade de tarifa menor para agricultura familiar", declarou durante o evento "Encontro com Presidenciáveis - Diálogo pelo Futuro do Brasil", promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), em Brasília.

Também participaram do evento os candidatos Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (MIssão). O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, enviou o seu vice, Alfredo Gaspar (PL), e o coordenador de sua campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), sob a alegação de "agendas em Minas Gerais e o tempo de deslocamento para a capital federal". Convidados, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Romeu Zema (Novo) não compareceram.