José Guimarães, ministro das Relações Institucionais, disse que decisão de Mendonça é 'intromissão onde não lhe cabe'Divulgação
Ninguém está acima da lei. Com base nessa referência a decisão do Ministro André Mendonça no que tange o pedido de afastamento do Delegado da polícia federal é descabida e uma intromissão onde não lhe cabe. Apurar eventuais indícios de delitos está correto. Mas essa medida me…
— José Guimarães (@joseguimaraesce) September 8, 2026
"Ninguém está acima da lei. Com base nessa referência, a decisão do ministro André Mendonça, no que tange o pedido de afastamento do diretor geral da Polícia Federal, é descabida e uma intromissão onde não lhe cabe", afirmou o ministro.
"Apurar eventuais indícios de delitos está correto. Mas essa medida me cheira como eleitoral. Isso não pode. O STF precisa tomar providências", cobrou Guimarães.
Nesta terça, Mendonça ordenou que a Polícia Federal, por meio de sua Corregedoria, abra procedimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar os "graves fatos identificados" na produção de relatórios de inteligência. O ministro também determinou o afastamento do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa.
Em seguida, em votação relâmpago, a Segunda Turma do Supremo referendou o afastamento de Andrei e Almada em menos de dez minutos. O decano da Corte, Gilmar Mendes, pediu vista com 11 segundos de apreciação no plenário virtual. Nunes Marques e Luiz Fux anteciparam seus votos e acompanharam integralmente André Mendonça.
A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer ainda nesta terça-feira da decisão. Segundo apurou a reportagem, o órgão vai argumentar que a ordem monocrática do ministro viola a competência privativa do presidente da República para nomear o diretor-geral da PF.
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