Lula se manifestou sobre o caso em perfil na rede social Instagram no começo da tarde desta quarta-feira Reprodução / X
Lula defende quebra de sigilo nas investigações do caso Master
Presidente critica 'vazamentos seletivos' e afirma que o Brasil 'precisa saber a verdade, doa a quem doer'
Rio - Em meio a crise no STF, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a quebra de sigilo das investigações do caso Master e criticou vazamentos seletivos. O posicionamento foi feito em seu perfil no Instagram, no início da tarde desta quarta-feira (9).
Lula afirmou que a população necessita de explicações. ''Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário'', escreveu.
O presidente também defendeu a transparência do caso e não vazamentos seletivos que, segundo o líder brasileiro, impactam a disputa eleitoral. ''Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral. A divulgação da verdade, como aconteceu na Operação Spoofing, conduzida pelo então ministro Lewandowski, é um exemplo a ser seguido'', afirmou.
Por fim, Lula defendeu a urgência da quebra do sigilo das investigações dos envolvidos no caso Master. ''Por isso, é urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade.'', finalizou.
Resposta à crise
A nota do presidente veio algumas horas após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinar a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa ao cargo de diretor de Inteligência Policial da PF.
Em sua liminar, Dino afirmou que o colega André Mendonça interferiu nas competências de outros ministros da Corte e do plenário ao determinar o afastamento dos delegados na última terça-feira, 8.
Candidatos à Presidência da República se manifestaram sobre o caso
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, na manha desta quarta-feira, a volta de Andrei Rodrigues à PF ''virou várzea'' e que o presidente do STF Edson Fachin tem que tomar uma atitude sofre o caso.
''O Brasil está sem presidente, virou várzea. Ministro Fachin tem que resolver isso, imediatamente, em sessão pública. Não é sobre esquerda ou direita, é sobre resgatar o Brasil do cativeiro", escreveu Flávio.
Já o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o ministro do Supremo Flávio Dino ''virou o imperador do Brasil''.
"Ministros do Supremo passaram de todos os limites, mas a postura de Flávio Dino supera qualquer patamar. Virou imperador do Brasil e implodiu a segurança jurídica. Ditadura da Toga, não!", relatou Caiado.
Após toda a repercussão do caso, no final desta manhã, o ministro Edson Fachin suspendeu a sessão plenária ordinária. A reunião retomaria o julgamento sobre as regras para a contribuição social de produtores rurais ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).
* Reportagem do estagiário Rodrigo Maciel, sob supervisão de Raphael Perucci