Caiado afirma que eleitores deveriam considerar também o nível de rejeição de Lula e FlávioDivulgação / CNC

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta segunda-feira, 21, que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) "têm lado no Supremo" e usou uma série de episódios envolvendo os dois campos políticos para questionar um eventual segundo turno entre o petista e o senador Antes do debate promovido pelo Flow, em São Paulo, Caiado também disse que ambos aparecem, segundo ele, em questões relacionadas ao Banco Master.
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"Os dois têm lado no Supremo. Eu não tenho lado no Supremo, eu não sou parte. Eu não estou sendo julgado, tenho toda a liberdade de chegar e botar regras", afirmou.

Ao projetar um confronto entre Lula e Flávio, Caiado disse que a disputa tenderia a ser marcada por acusações mútuas. Citou investigação no Supremo Tribunal Federal, o caso das "rachadinhas", o escândalo do INSS, o petrolão, além de referências a um imóvel e a uma franquia da Kopenhagen.

"Você tem um problema da rachadinha, você tem um problema do INSS, você tem um problema do petrolão, você tem um problema da casa e da franquia da Kopenhagen, você tem o problema agora que é do Master, mas no Master estão os dois, então um vale para o outro", declarou.

'Roleta russa'

Caiado (PSD) afirmou nesta segunda-feira, 21, que apostar em Flávio Bolsonaro (PL) para derrotar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria uma "roleta russa". Antes do debate promovido pelo Flow, em São Paulo, Caiado disse que Flávio teria chegado a um teto de rejeição, enquanto sua candidatura ainda teria espaço para crescer.

"Quem está apostando Flávio, na verdade, está apostando na loteria, porque ele tem 50% de rejeição, não tem como crescer, eu tenho como crescer", afirmou. Caiado disse ainda que, na pesquisa à qual se referia, aparece empatado com Lula em uma simulação de segundo turno, enquanto Flávio estaria atrás do petista.

Segundo o goiano, o eleitor que busca uma candidatura capaz de enfrentar Lula deveria considerar também o nível de rejeição dos candidatos. "O cidadão que acha que o caminho é o Flávio, ele está indo na loteria", reforçou.

Caiado também criticou as ausências de Flávio e Lula do debate desta segunda. Segundo ele, os dois evitariam situações em que fossem confrontados sobre temas envolvendo suas trajetórias e pessoas próximas. "Eles não vêm porque não suportam uma pergunta", disse.

'Os intocáveis têm medo'

Caiado afirmou Lula e Flávio Bolsonaro também estariam "com medo", ao relacionar a ausência dos dois do debate do Flow a questionamentos que, segundo ele, ambos evitariam responder.

"Não são só os membros do Supremo que estão com medo. Pelo contrário, você tem também o Flávio e o Lula com medo de vir a debate. Os dois estão vivendo a mesma situação", declarou.

Caiado afirmou que Lula e Flávio não teriam "coragem de vir" ao encontro e disse que ambos teriam dificuldades para explicar situações nas quais estariam envolvidos.

Ao tratar do Supremo Tribunal Federal, Caiado disse que pretende indicar mulheres para as quatro vagas que, segundo ele, teria oportunidade de preencher caso eleito. Também voltou a citar Raquel Dodge, ex-procuradora-geral da República, como referência para o perfil de uma primeira indicação.

O candidato defendeu ainda mudanças nas regras para escolha de ministros do STF. Entre as propostas mencionadas, citou idade mínima de 60 anos, análise prévia da vida pregressa do indicado e mandato com duração determinada.
Fala foi uma resposta à pergunta de Zema, que usa no debate uma camisa escrita "Os intocáveis têm medo", em referência aos ministros do STF e as relações com o Master. A frase tem como base a rede de pessoas no judiciário que se envolveram com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O candidato participa do encontro ao lado de Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo).