Caiado afirma que eleitores deveriam considerar também o nível de rejeição de Lula e FlávioDivulgação / CNC
"Os dois têm lado no Supremo. Eu não tenho lado no Supremo, eu não sou parte. Eu não estou sendo julgado, tenho toda a liberdade de chegar e botar regras", afirmou.
Ao projetar um confronto entre Lula e Flávio, Caiado disse que a disputa tenderia a ser marcada por acusações mútuas. Citou investigação no Supremo Tribunal Federal, o caso das "rachadinhas", o escândalo do INSS, o petrolão, além de referências a um imóvel e a uma franquia da Kopenhagen.
"Você tem um problema da rachadinha, você tem um problema do INSS, você tem um problema do petrolão, você tem um problema da casa e da franquia da Kopenhagen, você tem o problema agora que é do Master, mas no Master estão os dois, então um vale para o outro", declarou.
'Roleta russa'
"Quem está apostando Flávio, na verdade, está apostando na loteria, porque ele tem 50% de rejeição, não tem como crescer, eu tenho como crescer", afirmou. Caiado disse ainda que, na pesquisa à qual se referia, aparece empatado com Lula em uma simulação de segundo turno, enquanto Flávio estaria atrás do petista.
Segundo o goiano, o eleitor que busca uma candidatura capaz de enfrentar Lula deveria considerar também o nível de rejeição dos candidatos. "O cidadão que acha que o caminho é o Flávio, ele está indo na loteria", reforçou.
Caiado também criticou as ausências de Flávio e Lula do debate desta segunda. Segundo ele, os dois evitariam situações em que fossem confrontados sobre temas envolvendo suas trajetórias e pessoas próximas. "Eles não vêm porque não suportam uma pergunta", disse.
'Os intocáveis têm medo'
"Não são só os membros do Supremo que estão com medo. Pelo contrário, você tem também o Flávio e o Lula com medo de vir a debate. Os dois estão vivendo a mesma situação", declarou.
Caiado afirmou que Lula e Flávio não teriam "coragem de vir" ao encontro e disse que ambos teriam dificuldades para explicar situações nas quais estariam envolvidos.
Ao tratar do Supremo Tribunal Federal, Caiado disse que pretende indicar mulheres para as quatro vagas que, segundo ele, teria oportunidade de preencher caso eleito. Também voltou a citar Raquel Dodge, ex-procuradora-geral da República, como referência para o perfil de uma primeira indicação.
O candidato defendeu ainda mudanças nas regras para escolha de ministros do STF. Entre as propostas mencionadas, citou idade mínima de 60 anos, análise prévia da vida pregressa do indicado e mandato com duração determinada.
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