Felipe Vorcaro foi preso na quinta fase da Operação Compliance ZeroInstagram/Reprodução

A defesa de Felipe Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro, pediu nesta segunda-feira, 21, ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que devolva a ação de seu cliente ao ministro André Mendonça, relator original do caso Master.
No pedido, a defesa afirma que a decisão de Fachin, de 12 de setembro, que suspendeu novas movimentações no inquérito do banco, interfere na análise do pedido de revogação da prisão preventiva de Felipe e também na reavaliação da necessidade de manutenção da custódia, prevista para ocorrer no prazo de 90 dias.

Felipe é apontado como operador financeiro no esquema envolvendo Daniel Vorcaro, ele está preso em Minas Gerais desde 7 de maio. Na mesma operação que teve como alvo o primo de Vorcaro, foram realizadas buscas também contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI)

A decisão de Fachin ocorreu em meio à crise entre ministros do STF. O presidente da Corte determinou o envio à Presidência de todos os documentos das investigações sobre as fraudes no INSS e o Banco Master, ambas sob relatoria de Mendonça. A defesa de Felipe argumenta, porém, que, embora a investigação esteja inserida na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, o caso tem objeto diferente daquele que levou à remessa dos autos à Presidência.

Rede de pagamentos

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou na segunda-feira, 14, o sigilo sobre um processo que trata da rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A medida foi tomada após determinação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Mais cedo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia opinado pela retirada do sigilo que ainda vigorava sobre o processo.

Fachin, por sua vez, havia sido acionado pelo ministro Alexandre de Moraes, que em ofício disse ser essencial a quebra do sigilo da petição sobre os pagamentos de Vorcaro antes do julgamento marcado para terça-feira (15). Amanhã, o plenário decidirá sobre a abertura de investigação sobre Moraes.

Com a nova retirada de sigilo, o STF derrubou o segredo judicial sobre 54 linhas de investigação derivadas da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro.