Daniel Vorcaro e Henrique Vorcaro estão detidos preventivamente no âmbito da Operação Compliance ZeroReprodução/ internet
Segundo a apuração da PF, o grupo teria sido financiado e mobilizado por Daniel Vorcaro para realizar atividades como monitoramento de pessoas, obtenção de informações relacionadas a processos sob sigilo e ações de pressão contra indivíduos que contrariavam interesses do banqueiro.
Os depoimentos haviam sido inicialmente previstos, mas foram adiados após solicitação da defesa e posteriormente reagendados pelos investigadores. A defesa de Daniel Vorcaro confirmou a realização da oitiva na nova data e que acontecerá às 14 horas o depoimento do banqueiro, além disso afirmou que o caso corresponde ao processo no qual ele está preso.
Daniel Vorcaro e Henrique Vorcaro estão detidos preventivamente no âmbito do inquérito. A prisão foi determinada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), sob o argumento de que a atuação do grupo poderia comprometer o andamento das investigações.
O depoimento de Daniel Vorcaro deve ocorrer por videoconferência O banqueiro está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como "Papudinha", em Brasília, enquanto Henrique Vorcaro está preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG).
Impasse de Henrique Vorcaro com o STF
Henrique foi preso preventivamente por ordem do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. A medida foi confirmada pela Segunda Turma do STF em junho. Ele é apontado pelos investigadores como integrante e um dos líderes de uma milícia pessoal mantida por Vorcaro.
Segundo a PF, tratam-se dos grupos chamados por Vorcaro de “A Turma” e “Os Meninos”, que seriam responsáveis por ações de intimidação de desafetos do ex-banqueiro com ameaças feitas de forma virtual e pessoal, além da obtenção ilegal de informações sigilosas para a o ex-banqueiro.
A defesa do pai de Vorcaro argumenta que a paralisação do caso no Supremo prejudica seu cliente, diante da indefinição sobre quando o impasse deve ser resolvido. Os advogados ainda sustentam que Henrique não possui foro privilegiado, e que no processo em que está envolvido não figuram pessoas com prerrogativa de função no Supremo.
A tramitação dos processos ligados à Compliance Zero no STF foi paralisada por ordem do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, na esteira da crise institucional provocada pela repercussão do caso.
Fachin é relator de um pedido de Mendonça para que o também ministro Alexandre de Moraes seja investigado, depois de a Polícia Federal (PF) produzir relatório apontando mensagens que teriam sido enviadas a ele por Vorcaro.
O presidente do Supremo decidiu que as ações do caso Master somente devem voltar a andar depois que o plenário decida se autoriza ou não uma investigação contra Moraes, bem como analisa a regularidade da relatoria de Mendonça.
Em sessão na última terça (15) para discutir o assunto, porém, o plenário não conseguiu analisar o mérito da questão, não havendo previsão de quando isso deve ocorrer.
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