Fachin afirmou que o julgamento será incluído na pauta "em momento oportuno"Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, adiou o julgamento sobre a atuação do ministro André Mendonça na condução do caso Master, que estava marcado para a próxima quarta-feira.7
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Ao justificar o adiamento, Fachin citou a questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes na sessão de terça-feira, que propôs uma análise conjunta do processo relativo a Alexandre de Moraes e o que apura a atuação de Mendonça. Na prática, a questão de ordem cria uma etapa anterior ao julgamento do mérito.

É essa indefinição que Fachin usou para retirar o caso de Mendonça da pauta. Por isso, afirmou que o julgamento será incluído na pauta "em momento oportuno". Além disso, a sessão plenária de ontem foi cancelada. O STF não informou o motivo.

 

Conflitos internos

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou o colega André Mendonça nesta quinta-feira (17), após a decisão de levantar o sigilo de conversas envolvendo o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em resposta, Mendonça defendeu a urgência da aprovação de um código de ética para a Corte, que estabeleça regras para a manifestação de magistrados dentro e fora do tribunal.
Em postagem no X, Gilmar Mendes defendeu Gonet, e afirmou que ele "teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam".
"Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então por que expor?", questionou o decano, afirmando que, ao publicar vídeo nas redes, agradecendo apoio popular, Mendonça teria escancarado "a intenção de lucrar politicamente com o episódio".

Gilmar considera que o momento dos vazamentos não foi por acaso. "O levantamento apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método". "Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral", voltou a acusar.