Flávio teme que uma interferência do STF possa afetá-lo negativamente nas pesquisasCarlos Moura / Agência Senado
"Não há uma preocupação de investigar, zelar pelo dinheiro público, mas de interferir nas eleições mais uma vez. Espero que eles não tentem nenhuma gracinha para cima de mim, não queiram fazer nenhuma ação ilegal para cima de mim. Ainda mais neste momento, em que todas as pesquisas apontam que estamos na frente", declarou, durante transmissão semanal em seu canal no YouTube.
Flávio repetiu que, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito, será instaurada uma ditadura judiciária. "Já imaginaram se Lula indicasse mais quatro Alexandre de Moraes para o Supremo? Já imaginaram se Lula indicasse mais quatro Flávio Dino para o Supremo? Joga a chave e vai embora. Seria a ditadura mais perversa, que a do Judiciário", disse.
Flávio estimulou que apoiadores se inscrevam como fiscais de urnas durante as eleições: "Vamos recrutar pessoas para se inscrever. Vão ser credenciadas e ter um rápido ensinamento como se faz para fazermos fiscalização das urnas. Temos que ter gente nossa no Brasil inteiro para evitar que pessoas mal-intencionadas votem no lugar de outras", falou.
Bolsa Família
"Lula, é esta cartada que você tem? Dar 15% de reajuste no Bolsa Família? Só isso? Essa merreca? Não tem vergonha na cara? Está achando que vai comprar o voto do pobre dando mais R$ 90 para o pobre? Acha que R$ 90 dará vida melhor para pobre? Deixa de ser cara de pau, Lula. Está dando migalha, miséria para quem recebe Bolsa Família", declarou, durante transmissão semanal em seu canal no YouTube.
Flávio disse que Lula se tornou um "homem rico", que anda com relógios caros e gasta com viagens com a primeira-dama, Janja da Silva. "Para passear pelo mundo, ele gasta R$ 7 bilhões e para ajudar os pobres, ele gasta R$ 5 bilhões."
Flávio reafirmou que, se eleito, manterá o programa: "Comigo, está garantido o Bolsa Família. Vou manter esse reajuste, mas vou fazer muito mais que isso", falou. O candidato ainda mencionou um cenário de prejuízo nas estatais e alta de preços. "Daqui a seis meses, os R$ 90 foram engolidos pela inflação, não valem mais nada."
Uma das estratégias da campanha de Flávio será criticar o reajuste ao Bolsa Família pelo viés econômico, de que não adianta conceder o aumento se há um cenário de contas públicas desajustadas, juro alto e carestia dos alimentos.
Flávio ainda lembrou que o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deu um aumento de R$ 400 para R$ 600 ao então Auxílio Brasil.
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