Pesquisa divulgada neste sábado, 26, pelo Datafolha, mostra que 37% dos entrevistados consideram o Congresso Nacional ruim ou péssimo, enquanto 18% consideram que os congressistas fazem um ótimo trabalho. Para 40% dos entrevistados, o Congresso é regular e outros 6% não souberam responder.
O instituto também divulgou nova pesquisa que avalia o Supremo Tribunal Federal (STF) e, de acordo com o levantamento, a avaliação negativa da corte subiu para 47%. Em maio passado, 40% dos entrevistados consideravam ruim o trabalho do STF. O índice atual é o mais alto da série histórica que começou em 2019.
A aprovação do Supremo é maior entre os eleitores de Lula - candidato pelo PT à reeleição - ,32% consideram que o STF faz um bom trabalho. Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, candidato à presidência pelo PL, apenas 6% aprovam o trabalho dos ministros da corte. Já na avaliação negativa, ocorre o contrário: 69% dos eleitores de Flávio Bolsonaro avaliam negativamente o STF, enquanto 24% dos eleitores de Lula, consideram o STF ruim ou péssimo.
O levantamento, realizado entre os dias 22 e 23, ouviu 2.002 eleitores. A margem de erro geral é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00304/2026. Já a pesquisa sobre o trabalho do Congresso Nacional, realizada na mesma data, está registrada no TSE sob o número BR-00304/2026.
Crise no STF
O principal motivo da crescente reprovação do STF é oriunda da crise interna instaurada pelo conflito entre ministros da Corte. Em especial, devido ao caso Master, Moraes e Mendonça protagonizam embates e acusações contra o método de execução das investigações e julgamentos.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou o também ministro do STF Alexandre de Moraes de cometer ilegalidades ao requisitar relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF) com o objetivo de atingi-lo e acusá-lo de abuso de autoridade e crime de responsabilidade.
Mendonça acusou Moraes de praticar ele próprio abuso de autoridade e direcionamento de investigação, ao ter solicitado à Polícia Federal, de ofício, ou seja, sem provocação, uma série de relatórios de inteligência contra o relator do caso Master.
“Os vícios que o prolator imputou a este signatário são, na realidade e em verdade, aqueles verificados em seu próprio ato —e não naquele que ele visa atacar”, acusou Mendonça.
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