Mercado prevê crescimento econômico de 0,86% este ano

Pela décima vez seguida, a projeção do PIB foi reduzida, segundo o Boletim Focus. Já a estimativa de inflação caiu pela terceira vez para 6,39%

Por marta.valim

A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia, este ano, continua em queda. Pela décima vez seguida, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu. Desta vez, a projeção passou de 0,90% para 0,86%. Para 2015, a projeção sobre o crescimento do PIB se mantém em 1,5%.

Essas projeções fazem parte da pesquisa semanal do BC a instituições financeiras, sobre os principais indicadores econômicos.

Já a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu pela terceira semana seguida e passou de 6,41% para 6,39%, este ano. Em relação a 2015, a projeção subiu de 6,21% para 6,24%.

As estimativas para 2014 e o próximo ano estão acima do centro da meta de inflação (4,5%), que deve ser perseguida pelo BC, e próximas do teto (6,5%).

A taxa básica de juros, a Selic deve fechar 2014 sem novas alterações, de acordo com as expectativas das instituições financeiras. Atualmente a Selic está em 11% ao ano. Mas em 2015, as instituições financeiras esperam por elevação da taxa, que deve encerrar o período em 12% ao ano.

Na pesquisa do BC também consta a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que passou de 5,56% para 5,49%, este ano, e foi mantida em 4,97%, para 2015. Em relação ao IGP-M, a estimativa foi ajustada de 4,87% para 4,40%, este ano, e segue em 5,61%, em 2015. A projeção para o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou de 4,34% para 4,33%, este ano, e de 5,52% para 5,53%, em 2015.

A estimativa para a retração da produção industrial foi alterada de 1,15% para 1,53%, e há expectativa de recuperação, com crescimento de 1,70%, para 2015.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) segue em US$ 2 bilhões, este ano, e passou de US$ 9,4 bilhões para US$ 8,5 bilhões, em 2015.

A estimativa para o saldo negativo em transações correntes (registros de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi ajustada de US$ 81,65 bilhões para US$ 81,45 bilhões, este ano, e permanece em US$ 74,1 bilhões, em 2015.

Para o investimento estrangeiro direto, que vai para o setor produtivo da economia, a projeção continua em US$ 60 bilhões, em 2014, e em US$ 55 bilhões, no próximo ano.

A projeção para a cotação do dólar permanece em R$ 2,35, este ano, e em R$ 2,50, em 2015.

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