'País vai voltar a crescer até o fim do ano', diz Dilma

Presidenta afirma que panelaço de domingo durante seu discurso em rede nacional não legitima pedidos que rompem a democracia

Por parroyo

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira que até o fim do ano o Brasil voltará a ter "um certo crescimento", mas afirmou ser necessário "amainar conflitos", pois o país está passando por uma fase aprofundada da crise econômica.

"Acho que até o final deste ano nós voltamos a ter um certo crescimento. É isso que nós esperamos. Vamos ter um esforço agora para ser compensado depois. Essa é a condição em qualquer hipótese", disse Dilma a jornalistas, no Palácio do Planalto.

Sobre a legitimidade de manifestação prevista para 15 de março pedindo o impeachment da presidente, ela disse ser necessário caracterizar razões para isso, e não um terceiro turno da eleição.

Um dia após fazer pronunciamento em cadeia nacional que foi alvo de panelaço e vaias, a presidente afirmou que manifestação não representa nem a legalidade nem a legitimidade de pedidos que rompem a democracia.

Dilma considera protestos naturais mas não aceita pedidos de impeachment

A presidenta Dilma Rousseff considerou os protestos contra ela e o governo ocorridos ontem como naturais de um país democrático, mas disse que não há razões para que o conteúdo dessas manifestações sejam pedidos de impeachment. “Aqui [no Brasil] as pessoas podem se manifestar. Eu sou de uma época em que se a gente se manifestasse, acabava na cadeia, podia ser torturado ou morto. Chegamos à democracia e temos que conviver com a manifestação. O que nós não podemos aceitar é a violência”, declarou em entrevista a jornalistas.

Enquanto o pronunciamento de Dilma à Nação era exibido, em cadeia nacional de rádio e TV, houve manifestações contrárias à presidenta em diversas capitais do país, nas formas depanelaço e buzinaço. Pelas mídias sociais, foram registrados protestos desse tipo em regiões de Brasília, do Rio de Janeiro, de São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia e Curitiba.

Perguntada se as manifestações são válidas até quando pedem o seu impeachment, ela disse que, nesse caso, trata-se de “outra questão, de conteúdo. Acho que há que caracterizar as razões para impeachment, e não o terceiro turno das eleições. O que não é possível no Brasil é a gente também não aceitar a regra do jogo democrático. A eleição acabou, houve primeiro e segundo turno. Terceiro turno das eleições, para qualquer cidadão brasileiro, não pode ocorrer a não ser que você queira ruptura democrática. Se se quiser uma ruptura democrática, eu acredito que a sociedade brasileira não aceitará rupturas democráticas”.

Ela disse que quem convocar protestos pode convocar do jeito que quiser. “Ela [manifestação] vai ter as características que tiverem seus convocadores; agora, ela em si não representa nem a legalidade nem a legitimidade de pedidos que rompem a democracia”, declarou.

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