Bem nas pesquisas, Marina tem de superar conflitos no PSB

As discussões que resultaram na saída do ex-coordenador da campanha Carlos Siqueira e do advogado Milton Coelho, da área de mobilização – figuras bastante próximas de Eduardo Campos – exigirão um grande esforço para superar o mal estar no partido. As defecções teriam desagradado à família de Campos

Por monica.lima

Carlos Siqueira deixou o cargo de coordenador da campanha do PSBDivulgação

Um grupo de intelectuais e economistas desgarrados da Rede por causa da aliança com Eduardo Campos e que agora ensaiam um retorno à campanha de Marina Silva à presidência pretendiam fazer um encontro em São Paulo na noite da última quinta-feira. A reunião foi cancelada. Integrantes do grupo receberam um aviso de que a situação no PSB não era boa e seria conveniente esperar “os ânimos se acalmarem”. Marineiros confidenciavam que os atritos responsáveis pela saída do ex-coordenador da campanha, Carlos Siqueira, e do advogado Milton Coelho, da área de mobilização — duas figuras bastante próximas de Eduardo Campos — teriam deixado marcas e exigiriam esforço para serem superados. As defecções teriam desagradado à família de Campos.

Segundo comentários, um representante da família teria ameaçado não participar da campanha. A tensão entre integrantes da Rede e o PSB chega num momento favorável à campanha da ex-ministra. Marina apareceu à frente do tucano Aécio Neves na primeira pesquisa de intenção de voto divulgada com seu nome. Levantamentos internos já indicariam um aumento da vantagem dela em relação ao tucano. Um estudo da Bites, empresa especializada em análise de mídias sociais, indica uma forte disputa entre ela e a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, entre militantes virtuais. No Datafolha, a petista levava leve vantagem em relação à ex-ministra entre os jovens, mais de dez pontos a frente de Aécio. O público de 16 a 24 anos é 25% dos internautas. Marina tem mais fãs no Facebook e pode usar o alto interesse em ecologia.

Para os jovens

Para o público do Facebook, um trunfo da presidente Dilma são os programas de educação, em especial para universitários. O Ciência sem Fronteiras é um exemplo. Entre os usuários da rede social, 17,8 milhões ainda estão no ensino superior e podem se beneficiar diretamente dele.

Líder do twitter

O twitter é outra ferramenta importante de contato virtual com os eleitores, com 22 milhões de usuários. Nele, a vantagem de Dilma é grande. A petista tem 2,7 milhões de seguidores. Marina Silva fica na faixa dos 900 mil. O candidato tucano, Aécio Neves, tem pouco menos de 70 mil.

Em defesa do curso

O professor Luiz Gonzaga Belluzzo e três colegas da Unicamp rebateram críticas do economista Eduardo Gianetti, ligado à Marina Silva, ao curso de Economia da instituição. Negam que haja pensamento único e citam ministros dos governos tucano e petista que passaram por lá.

Adversários na Venezuela, agora juntos

Adversários em campanhas na Venezuela, os marqueteiros João Santana e Chico Mendez estão juntos agora, atuando no PT. Santana cuida da comunicação de Dilma e Mendez é o responsável pelo marketing de Fernando Pimentel ao governo de Minas. Santana havia feito as campanhas de Chaves e Maduro no país vizinho, enquanto Mendez, ao lado de Renato Pereira (que trabalhou para Aécio Neves), foi da equipe do oposicionista Henrique Capriles.

Malta muda e faz campanha contra Dilma

Antes defensor de Lula e Dilma, o senador Magno Malta (PR-ES) — que tentou concorrer ao Planalto —, tem percorrido o País em campanha contra a reeleição da presidente. Ligado à Igreja Batista, ele apoia o Pastor Everaldo (PSC). Nos encontros regionais da Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil (Concepab), Malta tem feito duros ataques a Dilma.

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Com Leonardo Fuhrmann

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