PT de São Paulo pode perder quatro deputados federais e até seis estaduais

Há uma estimativa de que, mantido o mau desempenho do candidato a governador, Alexandre Padilha, o PT possa perder até seis cadeiras na Assembleia Legislativa e quatro na Câmara dos Deputados no maior colégio eleitoral do País

Por monica.lima

A situação eleitoral do PT em São Paulo já começa a preocupar os candidatos a deputado estadual e federal do partido no Estado. Há uma estimativa de que, mantido o mau desempenho do candidato a governador, Alexandre Padilha, o problema possa ter impacto direto na eleição proporcional também. Atualmente, o PT paulista conta com 22 deputados estaduais e 16 federais. Com Padilha abaixo dos 10 pontos nas pesquisas de intenção de votos, há uma expectativa pessimista de que o PT possa perder até seis cadeiras na Assembleia Legislativa e quatro na Câmara dos Deputados no maior colégio eleitoral do País, caso o fraco desempenho seja mantido. A eleição de governador acaba tendo maior impacto nas disputas proporcionais do que a própria campanha nacional.

Alexandre Padilha e o ex-presidente Lula no encontro do PT%2C em São Paulo%2C na última sexta-feiraPatricia Stavis


O quadro no Estado também não é favorável para a presidente Dilma, candidata à reeleição. São Paulo é um dos estados em que Marina Silva (PSB) já está em vantagem sobre ela no primeiro turno. Petistas mais otimistas acreditam que o melhor momento para a candidata do PSB já passou. Para eles, com as fortes críticas à adversária e o início de uma recuperação da imagem do governo federal, o partido recupera espaço. Mas depende de sua militância, por isso o evento ao lado do ex-presidente Lula na última sexta-feira. Políticos experientes do PT notam que os militantes estão com dificuldade para atrair votos. O motivo seria o clima contrário à política acentuado a partir dos protestos de junho do ano passado. Notícias sobre a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa podem piorar ainda mais a situação.

Grupo divide apoio

Ligado ao Movimento dos Sem Terra, (MST), o grupo político Consulta Popular está apoiando em São Paulo políticos do PT e do Psol. São os candidatos a uma vaga na Assembleia Legislativa Renato Simões (PT) e Juninho (Psol); e à Câmara dos Deputados, os petistas Paulo Teixeira e Adriano Diogo.

Empresários discutem benefícios

O Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável lança na quarta-feira um documento com recomendações para o marco regulatório sobre pagamento por serviços ambientais (PSA). Hoje não há incentivo para organizações que investem na proteção e conservação do meio ambiente e no uso sustentável dos recursos naturais. Um produtor rural que detém uma área de reserva florestal poderia ser remunerado pela preservação de matas ciliares que garantam o fornecimento da água utilizada nos processos industriais, ou tratadas e distribuídas para a população.

No Acre, Marina depende dos Viana

Uma vitória de Marina no Acre dependeria dos irmãos Viana - os petistas Tião, governador, e Jorge, senador. Marina é amiga dos dois, desde os tempos em que atuavam juntos no PT. Continuam aliados. Oficialmente, os irmãos apoiam Dilma. Há comentários, no entanto, de que os dois não estariam se esforçando tanto em favor da presidente. Ambos negam. Diferentemente dos líderes do PT, os irmãos não veem contradições na candidata. “Não vamos falar mal de Marina”, diz Tião.

Antiga casa tem propaganda petista

A casa onde Marina Silva morou antes de ser vereadora, na rua Palmeiral, bairro de Cidade Nova, em Rio Branco, tem propaganda do PT na porta. Está afixado lá um cartaz do candidato a deputado petista Ney Amorim. O pai de Marina ainda reside na mesma rua. O bairro mantém uma tradição: a maioria das casas tem longos bambus fincados nos quintais com bandeiras do PT. Na região, há alguns católicos ressentidos porque Marina se preparou para ser freira e depois virou evangélica.

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Com Leonardo Fuhrmann

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