Pastores, fiéis e, inclusive, candidatos evangélicos de igrejas que apoiam oficialmente o presidenciável Pastor Everaldo (PSC) já abandonaram o candidato para votar em Marina Silva (PSB) no primeiro turno. Marina e o Pastor Everaldo são seguidores da Assembleia de Deus. Nos templos da denominação evangélica - a maior do País, com 12,3 milhões de fiéis, segundo o Censo do IBGE de 2010 -, o que mais se ouve hoje é o slogan: “irmão por irmão, votem em quem pode ganhar a eleição”. Everaldo tinha 3% dos índices de intenção de voto no dia 15 de agosto, segundo o Datafolha, e caiu agora para 1%. “Se os evangélicos representam 22% da população brasileira, é fácil constatar que os fiéis não estão votando nele”, admite um seguidor do presidenciável.
Pastores e candidatos evangélicos da Assembleia e de outras denominações, além de candidatos a deputado que concorrem pelo PSC, anunciam o voto em Marina no primeiro turno, reservadamente, para não criarem constrangimentos a Everaldo. “Ele era a opção. Mas aí surgiu a candidatura de Marina, uma outra irmã. E a onda Marina veio forte também no meio evangélico”, relata um candidato. A Assembleia de Deus é dividida em dois ramos: os ministérios Belém e Madureira. Há também a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, de Silas Malafaia. Os três grupos declararam apoio a Everaldo. O ministério Belém e a Vitória em Cristo já anunciaram o voto em Marina no segundo turno, enquanto o ramo Madureira avisou que, oficialmente, irá de Dilma. O líder desse grupo, Manoel Ferreira, é suplente do candidato a senador do PT no DF, Geraldo Magela.
No Rio, PT diz ter outros índices
Dilma estará hoje em São Gonçalo, no Rio, em evento com o petista Lindberg Farias, candidato ao governo. O PT diz que Lindberg é hoje uma “zebra” na disputa, mas não está fora do jogo. O partido afirma ter em suas pesquisas internas números melhores do que o mostrado na Datafolha, que dá 12% ao candidato.
Entidade de Neca tem petistas no conselho
Marina reclama que sua aliada Neca Setúbal, herdeira do Itaú, não era apontada como banqueira quando atuava ao lado de petistas. Além de parcerias com políticos como o prefeito Fernando Haddad, Neca mantém no conselho do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação (Cenpec), do qual é diretora, nomes próximos ao PT como Aldaíza Sposati, Ladislau Dowbor, Benedito Rodrigues e Vera Masagão.
Super candidata
Na TV, Dilma (PT) e Aécio Neves (PSDB) voltaram a criticar Marina. O tucano lembrou que ela era ministra do governo Lula na época do mensalão e não deixou o cargo por isso. A petista criticou a tentativa de criar a imagem de “um super-homem ou super-mulher acima do bem e do mal”.
Dilma foca estados
A campanha à reeleição de Dilma começou a apresentar um material específico para os estados. O objetivo é mostrar obras e programas estaduais e municipais que receberam apoio e recursos do governo federal, além de iniciativas próprias, como o Mais Médicos, Pronatec e Minha Casa Minha Vida.
Perdendo os ricos
A última pesquisa do Datafolha mostrou que Marina Silva continua forte entre os mais jovens. Ela, no entanto, começou a perder força entre os eleitores com rendimentos mensais acima de dez salários-mínimos. O tucano Aécio Neves recuperou os votos que havia perdido para ela nesse segmento.
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Com Leonardo Fuhrmann