Abstenção ajuda PT em SP e prejudica no Nordeste

A abstenção ajudará Dilma e o PT em estados como São Paulo. Mas há um temor no partido de que a ausência às urnas prejudique a petista, principalmente, no Norte e Nordeste, onde ela leva vantagem

Por monica.lima

O deputado Edson Aparecido (PSDB-SP)%2C ex-coordenador da campanha de Geraldo Alckmin%2C diz que há um trabalho para evitar a abstençãoRodrigo Capote

Petistas e tucanos estão preocupados com a abstenção na eleição no próximo domingo. Se vier a ocorrer em São Paulo, entre eleitores de classe média que decidirem viajar, será bom para Dilma, já que os votantes nesse segmento tendem a apoiar o tucano Aécio Neves. A preocupação petista, no entanto, é com áreas do Norte e Nordeste do País, onde eleitores têm dificuldades para chegar aos locais de votação. “Quem incentiva eleitores a votar são os candidatos a deputado. Por isso, acredito que eles (os petistas) vão ter dificuldades no Nordeste agora no segundo turno. Aqui, estamos fazendo um trabalho para evitar a abstenção”, diz o deputado Edson Aparecido (PSDB-SP), ex-coordenador da campanha de Geraldo Alckmin ao governo.

Em São Paulo, o feriado do Dia do Servidor Público, a ser comemorado na segunda-feira, foi transferido para a semana seguinte. Segundo a pesquisa do Datafolha, Dilma melhorou seus índices na região Sudeste, onde perdia por larga diferença para Aécio. A presidenta não deve ganhar em São Paulo, mas ao menos precisava diminuir a diferença. Por isso, a estratégia do PT para ela melhorar o desempenho na região - em especial São Paulo -, priorizava tirar votos do tucano, principalmente, entre eleitores jovens de áreas de periferia, da chamada classe C. Os petistas tinham consciência de que muitos desses votos não iriam necessariamente para Dilma, o que acabaria estimulando os votos brancos e nulos e também a abstenção. Agora, a ausência nas urnas no Sudeste deve ser benéfica para o PT. No Norte e Nordeste, é o maior temor.

Aécio caiu entre os jovens

A estratégia do PT de tirar votos de Aécio entre os mais jovens deu resultado. No total de votantes, entre a primeira pesquisa do Datafolha no segundo turno e a de ontem, ele perdeu seis pontos na faixa de eleitores de 16 a 24 anos. Tinha 52% e caiu para 46%. Entre jovens de 25 a 34 anos, diminuiu quatro pontos: de 45% para 41%. A presidenta Dilma não cresceu nesse segmento. Manteve o mesmo percentual da primeira pesquisa: 47%. Dilma também melhorou a avaliação ao seu governo: subiram de 39% para 42% os índices de ótimo e bom. Regular foi de 35% para 37% e ruim e péssimo, cairam de 26% para 20%.

Duas pesquisas

A estratégia do PT de tirar votos de Aécio entre os mais jovens deu resultado. No total de votantes, entre a primeira pesquisa do Datafolha no segundo turno e a de ontem, ele perdeu seis pontos na faixa de eleitores de 16 a 24 anos. Tinha 52% e caiu para 46%. Entre jovens de 25 a 34 anos, diminuiu quatro pontos: de 45% para 41%. A presidenta Dilma não cresceu nesse segmento. Manteve o mesmo percentual da primeira pesquisa: 47%. Dilma também melhorou a avaliação ao seu governo: subiram de 39% para 42% os índices de ótimo e bom. Regular foi de 35% para 37% e ruim e péssimo, cairam de 26% para 20%.

Alguns ex que nunca foram

Apresentado pela campanha do PSDB como um manifesto de ex-petistas, o texto "Esquerda Democrática com Aécio Neves" tem causado polêmicas. Entre outras, porque muitos dos signatários nunca foram simpatizantes do partido de Dilma, como o ex-presidente do IBGE Sergio Besserman. Também assinam acadêmicos ligados a partidos que já deram apoio a Aécio, além de, é claro, alguns ex-integrantes e simpatizantes do PT, como José Alvaro Moisés e Luiz Eduardo Soares.

‘Esquerdista democrático’ nega assinatura

O historiador Marco Mondaini, da UFPE, divulgou carta contra a inclusão de seu nome do documento pró-Aécio. Disse que só soube do manifesto por meio de alunos e amigos que lhe questionavam o voto e não autorizou ninguém a assinar por ele. Ressalta que declarou apoio a Luciana Genro (Psol) no primeiro turno e agora defende a reeleição de Dilma.

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Com Leonardo Fuhrmann

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