MP investiga pagamento de bônus a diretores de estatal paulista
O Ministério Público de São Paulo apura denúncia de que diretores e conselheiros da estatal Companhia Paulista de Parcerias (CPP), do governo de São Paulo, estariam recebendo bônus originários de juros de recursos captados para parcerias e aplicados no mercado financeiro
Por monica.lima
O presidente do Conselho de Administração da CPP%2C Andrea Calabi%2C é citado por ter autorizado os pagamentos ao diretores da empresaMauricio Garcia de Souza
Diretores da estatal Companhia Paulista de Parcerias (CPP), do governo de São Paulo, são citados em um inquérito civil aberto no Ministério Público do Estado por receberem bônus (participação nos resultados) da empresa, supostamente, de forma ilegal. O MP paulista investiga a denúncia, que pode virar uma ação. Os diretores são suspeitos de “violação a princípios” da Lei de Improbidade Administrativa (8249/92). Eles estariam, segundo a denúncia, recebendo bônus originários de juros de recursos captados para parcerias e aplicados no mercado financeiro. Para que o dinheiro a ser destinado aos projetos não fique parado, a empresa investe esses recursos. O secretário da Fazenda, Andrea Calabi, presidente do Conselho de Administração da CPP, é citado por ter autorizado os pagamentos.
A CPP foi criada por lei, em 2004, sob a forma de sociedade por ações, para representar o Poder Executivo nos programas de Parcerias Público-Privadas (PPPs). São citados no inquérito, além de Calabi, o presidente da CPP e secretário-adjunto da Fazenda, Philippe Duchateau, e o diretor Tomás Bruginski de Paula, além da procuradora da Fazenda Estadual Cláudia Polto da Cunha e o engenheiro Pedro Benvenuto, que já não integram mais os quadros da CPP. Benvenuto era secretário-executivo do conselho gestor do programa de PPPs da Secretaria de Planejamento de São Paulo e membro do conselho do Programa Estadual de Desestatização. Ele foi afastado dos dois cargos, em setembro de 2013, após ser acusado de vazar dados da CPTM e do Metrô para uma empresa envolvida no esquema de pagamento de propina à Alstom.
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Secretaria diz que pagamento é legal
A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo diz que o pagamento do bônus aos diretores da CPP “é regular” e tem amparo na legislação em vigor. A Secretaria afirma ter prestado todos os esclarecimentos ao Ministério Público no dia 14 de outubro deste ano. “Os critérios para apuração e pagamento de bônus aos diretores da Companhia Paulista de Participações (CPP) atendem à regulamentação definida para todas as empresas estaduais e estão baseados no desempenho da empresa. O pagamento estabelecido pelo governo é limitado à metade do montante autorizado pela legislação societária”, diz a nota da Secretaria.
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Praxe em empresas
A missão da CPP, diz a Secretaria da Fazenda, é “conciliar a máxima rentabilidade de seus ativos, preservar os recursos do Estado e cumprir a função de lastrear as garantias oferecidas aos projetos”. A receita financeira “é operacional e não se diferencia da obtida por empresas privadas”, afirma.
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Para FHC, ditadura perdeu o controle
O ex-presidente Fernando Henrique afirmou, em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, que acredita que a ditadura militar perdeu o controle sobre o sistema de repressão no fim dos anos 1970. Ele diz que teve, na época, uma conversa sincera com o ministro-chefe da Casa Civil do governo Ernesto Geisel, Golbery do Couto e Silva. A civilidade não se repetiu quando teve de conversar com o então ministro da Justiça, Armando Falcão, a quem qualificou como “agressivo”.
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Marta confirma que pode sair
Durante almoço ontem, no 19º Meeting Internacional do Lide, em Barcelona, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) afirmou que analisa propostas do PSB e do PMDB. Ela se diz desiludida com o PT. Desgastada e sem espaço, quer concorrer novamente à prefeitura paulistana em 2016, mas tem pouquíssimas chances de participar de prévias com Fernando Haddad. Marta participou de debates, entre outros, com o ex-presidente José Maria Aznar.
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