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Sem PT, Marta perde votos

Ex-prefeita de São Paulo, que pretende disputar novamente o cargo em 2016, não deverá ter a mesma votação sem o apoio de vereadores que dominam redutos petistas na periferia

Por monica.lima

Senador Eduardo Suplicy%2C ex-marido de Marta%2C afirma que ela teve amplo apoio de líderes petistas para concorrer à prefeitura%2C em 2008%2C e ao Senado%2C em2010Agência Senado

Marta Suplicy volta a sonhar com a prefeitura paulistana. A senadora petista tem votos em bairros da periferia por causa de marcas de sua administração (2001 a 2004) como os CEUs e o bilhete único. O atual prefeito Fernando Haddad, também do PT, tem mais penetração em áreas de classe média e o maior símbolo de sua gestão até agora são as ciclovias. Mas, dirigentes petistas consideram que Marta - tal qual as ex-colegas Luiza Erundina e Marina Silva - teria atribuido a si muito mais importância do que, de fato, possuiria hoje no partido. Ela ainda arregimenta eleitores e simpatizantes em bairros pobres, mas - avaliam -, jamais conseguirá repetir as mesmas votações nessas áreas, sem o apoio de cabos eleitorais importantes, como, por exemplo, os irmãos Tatto.

A família Tatto conta com secretários, vereadores e deputados estadual e federal petistas. Domina redutos do partido na zona sul e chegou a eleger, em 2012, dois irmãos para a Câmara Municipal paulistana.Eles deram muitos votos a Marta em eleições passadas, mas agora trabalham por Haddad. Na zona leste paulistana, vereadores como Juliana Cardoso, do Sapopemba, entre outros, farão o mesmo. O tucano Andrea Matarazzo, outro possível adversário de Marta em 2016, também fez essa constatação. “Os votos na periferia não são dela. São do PT”, observou. A ex-prefeita está isolada. Não tem o apoio nem de seu ex-marido, o senador Eduardo Suplicy. Se diz “escanteada", mas Suplicy afirma que ela teve amplo apoio de líderes petistas para concorrer à prefeitura, em 2008, e ao Senado, em 2010, além de ter sido ministra de Lula e de Dilma.

Haddad: afago a aliados e inaugurações

A avaliação de líderes petistas da capital paulista é que o prefeito Fernando Haddad terá de investir na construção de marcas de sua gestão, além de melhorar a sua relação com integrantes da base aliada. De olho nisso, Haddad já começou uma reforma do secretariado, que deve ser concluída ainda nesta semana. As mudanças abrem mais espaço para o PMDB e o PR, por exemplo. São esperadas também mais novidades nas subprefeituras, tradicional foco de poder dos vereadores no Executivo. O prefeito conta ainda com obras em andamento que serão inauguradas até 2016 para fortalecer sua imagem na periferia, inclusive três hospitais.

Clássico no PSD

O PSD paulistano vive o clima de um clássico para decidir quem será secretário municipal. O conselheiro são-paulino e vereador Marco Aurélio Cunha foi convidado para comandar o Turismo. Deputado federal eleito e conselheiro do Corinthians, Goulart também estaria de olho em uma vaga.

Adversários em defesa de Cunha

Mesmo entre adversários do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), líder de seu partido na Câmara, há quem não acredite em novas informações que comprometam o parlamentar na Operação Lava Jato. Avalia-se que ele é muito hábil politicamente e não estaria se expondo com uma candidatura à Presidência da Casa, caso estivesse exposto no escândalo da Petrobras. “Ele é muito profissional no que faz, não poria tudo a perder dessa forma”, comenta um deles.

Dúvida quanto ao sucesso de satélites

Crítico de Gilberto Kassab desde que o ministro das Cidades criou o PSD e deixou o DEM, o vereador carioca Cesar Maia (DEM) publicou um texto em seu blog que aposta no fracasso da criação do PL, partido-satélite do PSD. Para isso, entrevistou um especialista em direito eleitoral. A alegação é de que o TSE não daria portabilidade de horário de rádio e TV nem de frações do fundo partidário, caso os deputados do novo partido aderissem a algum já existente.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Com Leonardo Fuhrmann

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