Recente relatório da agência de risco Standard & Poor's (S&P) mantém a classificação “BBB-“ do Brasil com tendência de estabilidade. O documento de avaliação semestral representa um alívio para o governo, que enfrenta forte onda de pessimismo do mercado. Diz o texto: “A nossa perspectiva de estabilidade reflete a expectativa de que as correções de políticas públicas, que são difíceis de implementar politicamente, que estão acontecendo agora, vão continuar a receber o apoio da presidente Dilma Rousseff, de seu gabinete, e do Congresso, e que a execução bem-sucedida das políticas públicas eventualmente vão restaurar a credibilidade perdida das políticas macroeconômicas”. Isso significa que o grau de investimento do país deverá ser mantido, salvo a ocorrência de graves problemas que não estão à vista neste momento. Se a probabilidade de rebaixamento estivesse próxima, o relatório anteciparia uma visão pessimista.
Brasil X México
O relatório semestral da Standard & Poor's deverá contribuir para a mudança de humor do mercado brasileiro, nos últimos dias mais pessimista do que a visão dos investidores estrangeiros. O cenário construído pelos operadores daqui está baseado no fato de que a taxa de risco do Brasil tem aumentado de maneira crescente, de forma a abrir uma distância de 200 pontos comparada com o México, por exemplo. O documento da S&P demonstra que esse dado é insuficiente para pautar um julgamento.
Aécio e Minas
A retomada do prestígio político de Aécio Neves em Minas Gerais passa pela disputa pela prefeitura de Belo Horizonte. Hoje dois nomes aparecem como sucessores do socialista Márcio Lacerda: o Secretário de Obras, Josué Valadão, que deixaria o PP para se filiar ao PSDB, e o deputado Rodrigo de Castro.
Desaparelhamento
O espaço do PCdoB na Agência Nacional de Petróleo (ANP) está cada vez menor. No passado, a legenda já teve presidente, diretor e até superintendente. O último nome ligado ao partido na agência era o diretor Florival Carvalho. Seu mandato terminou em 28 de junho. Mas ele se movimenta para retornar ao posto. A presidente Dilma Rousseff está mais inclinada a escolher um técnico. O nome do diretor precisa ser aprovado pelo Senado.