Por monica.lima
A vitória estreita do governador eleito do Ceará, Camilo Santana (PT), sobre Eunício Oliveira (PMDB), não o impede de querer retomar o diálogo com o maior partido da base aliada do governo de Dilma Rousseff. Herdeiro político do governador Cid Gomes (Pros), Camilo diz que pretende trilhar seu próprio caminho e quer deter o avanço da criminalidade no estado. O futuro governador enumera um de seus maiores desafios: “Resolver definitivamente o problema da convivência com a escassez e a irregularidade pluviométrica no Ceará”, diz ele.
No início da campanha eleitoral, falou-se de o PT apoiar Eunício Oliveira (PMDB) para o governo do Ceará. Quando houve a decisão de que o sr. seria o candidato pelo PT?
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O que havia no Ceará era uma aliança formada pelo meu partido, o partido do governador Cid Gomes (Pros) e o PMDB, e outros, como o PCdoB e o PDT. O PT firmou posição de seguir a decisão dos partidos que formavam esta aliança. E essa posição foi mantida durante todo o processo. O meu nome foi uma indicação do governador Cid Gomes, referendada por unanimidade pelo PT e pelos demais partidos. Essa decisão aconteceu no dia 29 de junho. Era dia do jogo Brasil x Chile. Nós ganhamos nos pênaltis...
Mas o PMDB nacional chegou a pedir que Dilma e Lula ficassem de fora da disputa estadual...
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A presidenta Dilma e o ex-presidente Lula são do meu partido. Fiz uma campanha totalmente comprometida com a reeleição dela. Como o outro candidato pertencia a um partido da base aliada, não criei nenhum constrangimento e soube respeitar o processo eleitoral.
Houve notícias de que a ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins e outros petistas estavam fazendo campanha para Eunício...
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O momento é de olhar para frente, unir as famílias cearenses e trabalhar para o bem do Ceará.
O governador Cid Gomes sofreu muitas críticas da campanha de Eunício. Como se livrar desse desgaste, sendo a situação?
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Tenho muito orgulho de ter feito parte das duas gestões do governador Cid Gomes, como secretário do Desenvolvimento Agrário e depois como secretário das Cidades. Como eu disse durante a campanha, vou manter o que é bom, corrigir o que não está funcionando direito e criar as condições para que o Ceará siga avançando no seu desenvolvimento econômico, humano e social.
Como se traduzirá na prática o slogan de sua campanha, “Dilma lá, Camilo cá”, para o governo do estado?
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Já tive três conversas com a presidenta Dilma após as eleições sobre os projetos que o Ceará demanda: a Transposição do São Francisco, a Transnordestina e a Refinaria Premium da Petrobras. Pedi à presidenta que ela seja nossa parceira também na construção do segundo trecho do Cinturão das Águas, uma obra estruturante que, combinada com a Integração da Bacia do São Francisco (que a gente conhece como Transposição), resolverá definitivamente o problema da convivência com a escassez e irregularidade pluviométrica no Ceará.
Que contribuição a presidenta Dilma e o governo federal poderão dar aos projetos do Ceará?
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A presidenta Dilma conhece as demandas estruturantes do nosso Estado e, como no seu primeiro mandato, estará atenta a essas demandas nesse seu segundo governo. Ela já sinalizou com a continuidade desta parceria.
Qual será o diferencial do seu governo em relação à gestão do governador Cid Gomes?

Tenho o meu próprio caminho para trilhar. O meu desafio é criar as condições para o Ceará continuar no seu processo de crescimento econômico (crescemos mais que a média do país por um longo período), reforçando um aspecto que me é muito caro: o avanço social e humano.
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Quais são os maiores projetos a serem efetivados na sua gestão?
Na segurança pública, o programa Abraça Ceará — cuja meta é ocupar os espaços na comunidade com infraestrutura social e, com isso, deter o avanço da criminalidade — vai se somar à ampliação no número de delegacias 24 horas, e à promoção da melhoria dos salários dos policiais. Na saúde, vou construir mais dois hospitais regionais, ampliar o número de UPAs e Policlínicas. Em educação, vou universalizar as escolas profissionalizantes de tempo integral, levando esses equipamentos para todo o interior do Estado. Na Região Metropolitana de Fortaleza, o meu compromisso é com a implantação do Bilhete Único Intermunicipal.
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Quais serão os maiores desafios nos próximos quatro anos?
A construção do Cinturão das Águas e a chegada da Refinaria.

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